sábado, 16 de abril de 2011

Não sou viciado em pornô, paro quando quiser - Fim do experimento

Já se passou quase 1 mês desde que decidi não ver mais pornografia. No primeiro dia dessa empreitada, fiz uma espécie de despedida de solteiro aqui em casa. Já que eu não iria mais ver filme pornô por tempo indeterminado, achei que seria justo reservar um dia pra uma verdadeira orgia audio-visual de sacanagem. Fiquei o dia todo vendo um montão de pornografia, emocionado, pois talvez eu nunca mais visse aqueles meus velhos amigos, os atores e atrizes, que fazem parte da minha vida.

Bom, no verdadeiro primeiro dia de minha abstinênica, minha rotina foi comum. Acordei, liguei o PC e vi um pornozinho pra despertar. Depois fui tomar café da manhã, vi umas notícias na tv e voltei pro meu quarto e vi outro videozinho pornográfico, pois as moças do tempo dos telejornais são bem atraentes e me deixam excitado. Então, deitei pra dormir mais um pouquinho e acordei logo em seguida, sobressaltado, pois esqueci que nunca consigo dormir sem antes assistir a duas pessoas (ou mais) transando. Liguei o monitor e procurei pelos arquivos de diversos sites pornô por um vídeo que fosse bom o suficiente pra me deixar bem calminho e preparado pro sono.

Algumas horas depois, acordei e fui ver outro pornozinho - dessa vez eu queria assistir a um vídeo com uma garota ruiva - pra abrir meu apetite antes do almoço. Terminei de ver a ruivinha e fui preparar a comida. Comi bastante, a refeição tava bem gostosa. Voltei ao meu quarto e vi outro vídeo pornô, de modo que minha digestão pudesse ser executada com mais conforto. Escovei os dentes e fui dar uma cochilada no sofá. Acordei 5 minutos depois. Mas que besta eu sou! Sempre esqueço que não consigo dormir sem ver dois homo sapiens acasalando.

Acordei no meio da tarde, liguei a tv e o videogame. Joguei por uns 15 minutos quando, após frequentes game overs, percebi que minha mão estava tremendo, meus olhos lacrimejando e meu nariz sangrando. Dei risada, pois sou um garoto muito esquecido. Nunca consigo desempenhar bem no videogame sem antes ver um filme pornô. Os estímulos causados por um game em meu cérebro por meio do som, efeitos visuais e o constante pressionamento de botões, combinados com a abstinência de imagens pornográficas na minha mente fazem com que meu corpo se estresse bastante.

Após o videogame, comi uma banana e me preparei pra malhar. Os pesos que uso ficam no banheiro, porém, antes de chegar lá, tenho que passar pelo meu quarto. Quando passei pelo meu quarto, vi meu PC e, quando voltei a mim, já estava na metade de um pornô hardcore de 50 minutos. Fiquei puto, pois nunca assisto a vídeos de sexo antes de me exercitar, porque isso acaba com o meu rendimento.

Claro que, após me exercitar, ví outro pornô antes de tomar banho, pois caso contrário fico tenso embaixo do chuveiro, me sinto claustrofóbico, deito no chão do banheiro em posição fetal e choro profundamente por horas sem parar. Mas como vi o pornozinho antes do banho, entrei debaixo do chuveiro feliz, saltitante e cantarolante.

E durante as semanas seguintes da abstinência de pornografia, minha rotina foi basicamente essa. Estou feliz em constatar que realmente não sou viciado em pornô. Já que atingi meu objetivo, posso largar mão dessa minha promessa e voltar a assistir meus filminhos sacanas. Mas antes de voltar a fazer isso, vou assistir a um filme pornô bem curtinho, pois não consigo ver um pornô antes de ver pornô.

sábado, 9 de abril de 2011

sábado, 26 de março de 2011

Não sou viciado em pornô, paro quando quiser

Estava eu navegando nas interwebz quando me deparo com um estudo que diz que pornografia causa impotência:

http://www.healthexpress.co.uk/news/pornography-causes-impotence-723.html

Como sou jovem, alto, moreno, viril, com sangue africano correndo nas veias, esse tipo de estudo não significa nada para mim. Porém, a leitura do artigo trouxe uma questão à minha mente: Sou viciado em pornografia?

A resposta é não. Paro quando quiser. Eu acho. Será?

Sério, estou refletindo muito aqui. Chegou um momento de auto-reflexão, de auto-descoberta, preciso percorrer partes da minha mente que nunca ousei chegar perto antes.

É difícil saber se sou viciado em pornografia assim, só parando e me perguntando sobre o assunto. A resposta seria mais fácil se eu já tivesse vendido meu microondas por 10 reais para comprar uns DVDs pornô. Ou se eu tivesse uma coleção de filmes e revistas aqui em casa. Não tenho nenhum filme "físico" aqui. Mas dei uma procurada no meu hd e achei alguns. Tenho uns 4: um japonês que achei no 4chan, mas só baixei porque os caras do site falaram que a japa desmaiava, então tive curiosidade de ver, uma curiosidade científica apenas. Tenho outro com uma mina toda tatuada, que baixei porque tô numa vibe de fazer tatuagens, então eu queria ver um filme que representasse os tatuados na pornografia. E tenho dois do Manuel Ferrara. E só.

Obviamente, isso não constitui uma coleção de um cara viciado em pornô. Porém, quantas vezes por semana eu vejo vídeos pornográficos? Bem... várias vezes. Mas isso seria vício ou comodidade? Com a internet, temos acesso a toda pornografia já concebida pela mente humana, músicas, filmes, livros, arte e besteiras em geral. Eu aproveito essa dádiva da tecnologia e consumo altas quantidades de todas essas coisas, afinal, é de graça mesmo.

Então não sei se sou viciado especificamente em pornografia ou se apenas vejo sempre porque está ao alcance de alguns cliques. Se não existisse a internet, não sei se eu veria tantos pornôs.

Bom, só há uma maneira de decidir essa questão: NÃO VEREI PORNOGRAFIA POR 1 MÊS.

Simples assim. Se eu começar a ter crise de abstinência, se eu ficar violento, se as espinhas do meu rosto sumirem, minha pele melhorar e os pêlos da minha mão caírem, terei a minha resposta.

Além de não ver mais vídeos de sexo, não verei foto de mulher pelada e só visitarei puteiros em datas comemorativas. A idéia é evitar pornografia e qualquer coisa remotamente parecida, qualquer coisa que me desperte desejos luxuriosos voyeurísticos. Darei unfollow no tuiter nas atrizes pornô que sigo. E só não deletarei os filmes que tenho no pc porque demorei muito pra baixá-los e nutro um carinho fraternal por eles, mas vou colocá-los em um pendrive, colocar o pendrive em um cofre, trancá-lo e deixar a chave com a minha cachorra (vou treiná-la para tomar conta da chave por um mês e morder meu pinto com força total, caso eu tente recuperar o precioso objeto).

Não farei sexo também, apenas amor.

À partir de hoje, sou um celibatário de pornografia. Relatarei as experiências dessa jornada aqui no blog.

domingo, 6 de março de 2011

Amor e Sexo

Claro que todos já escutaram aquela famosa música “Amor e sexo” da Rita Lee. Essa música deveria ser conhecida como a música com a letra mais sincera e verdadeira de todos os tempos. Porque sexo e amor são dois caminhos que podem se cruzar ou saírem bem longe.

Se.xo (cs) SM. 1. O conjunto das características que distinguem os seres vivos, com relação à sua função reprodutora. 2. Qualquer das duas categorias, macho ou fêmea, na qual eles se classificam. 3. O conjunto dos que são do mesmo sexo. 4. Sensualidade, volúpia. 5. Bras. Os órgãos genitais.

Amor (ô) SM. 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma coisa. 3. Inclinação ditada por laços de família. 4. Inclinação sexual forte por outra pessoa. 5. Afeição, amizade, simpatia. 6. O objeto do amor (1 a 5).

Acho que as definições dessas palavras no dicionário deveriam mudar pra letra da Rita Lee: amor sem sexo / é amizade / sexo sem amor / é vontade. Simples e claro. Sem confusão.

Não consigo imaginar dois corpos nus, fazendo sexo da maneira mais selvagem sem desejo ou amor. Algumas vezes o desejo está intrínseco no amor, porém, eu já perdi a conta das vezes o desejo agia por conta própria, sem amor e sem freio de mão.

Depois de quantas deitadas em chãos e colchões alheios, despida de qualquer roupa ou pudor, nunca senti nada do gênero do amor. Nenhum daqueles sintomas de barriga ronronando, nervosismo ou mãos suando. O máximo de nervosismo que eu sentia era em relação a minha depilação se estava “aparada” o suficiente.

Quando posto em prática, o desejo torna-se um sentimento avassalador, visto por tantos como imprudente, amoral, “coisa de gente pervertida”. Sinceramente, eu achava o desejo o melhor sentimento do mundo, não doía, não maltratava e deixa qualquer pessoa confortável após a prática.

Infelizmente, nem tudo é um mar de rosas e depois de muito saltar de cama em cama, percebemos outros com um alguém, fixo num colchão, num lado da cama e até com escova de dente própria na casa do parceiro, amante, namorado, noivo, marido. Maldito ser humano invejoso que começa a se perguntar “por que diabos não tenho aquilo?”. O sexo louco e regado de prazer não é suficiente.

A personalidade muda e ao olhar pros lados você se pergunta: “mas não pode ser essa pessoa que vai dividir o colchão e os pensamentos comigo?”. Começa um jogo de azar. Viciante, como todos os outros. Depois de poucos ganhos e muitas perdas, chega um momento em que você não almeja nem desejo e muito menos o amor. “Eu quero que tudo isso vá pra puta que pariu!”

Os novos horizontes surgem, as novas relações, os sucessos. Por um momento não importava o sexo ou amor, importava você, seu ego um pouco ferido, um pouco machucado e apenas alguém pra reparar as cicatrizes com um pouco de afeto. Nada de sexo. Até parece que aquele velho e bom entra-e-sai nunca fez parte da sua vida e quando alguém aparece falando em sexo, você solta um: “ah, porra, deixa disso!”
Num dia esquecível mas que todos dizem que foi lindo, você conhece aquela pessoa. Você gasta horas e horas conversando, rindo e se divertindo. Estranhamente você nunca se sentiu tão bem, tão confortável, tão querido e... E por que não amado? E que ama de volta? Você nunca saiu tanto na sua vida! E nunca sorriu tanto...

Oh! Oh não! É o amor! É apavorante no começo. Você se sente desconfiado, pois está em terras estranhas pois essas não envolvem apenas cama. Envolvem cama, mesa e banho – não que sexo não possa ser feita em ambas... Ora, vocês me entenderam.

A intimidade, os afagos, a identificação. A vontade de fazer o outro feliz e se sentir feliz. Eu chamo isso de “eu não quero fazer sexo, eu quero fazer amor”. É brega, é clichê, mas passa um momento e você sente que sempre quis dizer aquilo. É um nervosismo minutos antes e uma alegria minutos depois.

Eu poderia finalizar esse trecho de “Amor e Sexo”: sexo vem dos outros / e vai embora / amor vem de nós / e demora. Infelizmente, não vou. Amor e sexo andam juntos e são fascinantes, parece a mistura de limão, tequila e sal. Sexo por sexo é egoísta, é capaz de machucar, mas usado na medida certa, oh, céus, é incrível.

Acho que já estou velha demais pra tudo isso, passei da idade, alcancei outro estágio da vida... Mas nunca irei deixar de lado o sexo ou minhas lembranças.

Escrito por Augusta Teixeira.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Mulher do Próximo.

Foi no final do ano passado que me falaram pela primeira vez desse livro do jornalista Gay Talese (nossa, que coisa mais cool, hein, um texto sobre um livro de jornalismo literário no disque p?). Imediatamente, fiquei curioso. A obra parecia bastante interessante e prometia render muitas idéias a serem desenvolvidas aqui no blog, afinal "Se com uma lida de 'Snuff', um livro de ficção sobre um filme pornô, consegui escrever um texto que considero relativamente interessante, porque não com um livro todo que fala sobre comportamento sexual?", pensei eu. Então, depois de esperar um tempo, terminei hoje a leitura desse livro.
Bastante interessante e ilustrativo, o livro descreve fatos como ficção, algo típico do jornalismo literário, e dá nome às pessoas que fizeram a revolução sexual nos Estados Unidos na era pré aids: ele começa falando sobre uma foto de uma moça, Diane Webber, a mulher que mais fez nus naqueles tempos em que seu avô ainda transava com a sua avó para fazer filhos, então segue e nos apresenta o jovem Hugh Hefner e mostra como ele criou seu império e se tornou um dos homens mais invejados do mundo; além dos nos apresentar em detalhes as comunidades nudistas pioneiras em troca de casais, seus membros fundadores, suas origens filosóficas e idéias como liberdade e igualdade sexual, além de nos mostrar as inúmeras batalhas legais que foram travadas até permitirem que hoje pudéssemos escrever nesse blog sobre o que escrevemos sem sermos acusados - pelo menos pela lei - de sermos obscenos e terminarmos presos por isso.
Talese não apenas escreve sobre o que pesquisou em livros ou em entrevistas, ele escreve o que ele viveu e experimentou - e isso é um baita de um spoiler, mas tudo bem, o livro fez 31 anos esse ano, mais velho que qualquer um que vá ler esse texto, acredito eu. Mas fato é que, entre as salas de massagem e os campos de nudismo, o escritor nos apresenta os homens e mulheres que lutaram pela liberdade de fazer o que quisermos com nossos corpos e nos desprendermos das idéias de posse, de repreensão sexual e aceitarmos que todos podemos e devemos experimentar viver do jeito que quisermos - nossa, que coisa de auto ajuda, talvez não seja isso que o livro queira dizer, na verdade, mas em partes ele nos mostra como, por causa de tudo o que aconteceu a essas pessoas, hoje as moças não têm que esconder que são seres sexuais, que se masturbam quando sentem vontade e que gostam de fazer sexo. O livro mostra que os homens e as mulheres, desde os anos 80, aprenderam a aceitar melhor esse fato. E viva a essas pessoas!
Antes de ler "A mulher do próximo", pensei que essa, talvez, seria uma fonte inesgotável sobre o assunto e que eu seria capaz de comentar sobre cada um dos aspectos do livro numa super postagem no blog, mas não é bem assim que a banda toca. Não é mesmo. Está cada vez mais difícil, para mim, escrever qualquer coisa. Algo que me agrade, então, é quase impossível e, quando ela acontece, existe algo que me faz pensar que talvez fosse melhor não ter escrito, que talvez o mundo poderia ter sido melhor sem esse aborto de idéias. Sinto muito a todos os que esperavam uma postagem magnífica sobre o livro fantástico do Talese, acredite, no entanto, que vale muito mais a pena ler a obra e, assim, tirar suas próprias conclusões.




Diane Webber em uma das escassas publicações do tempo em que sua avó transava.

Hugh Heffner, o mito, o homem, o Playboy - no bom sentido da palavra(?).
Gay Talese, que mostra no livro que de Gay só tem o nome.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Assisti a um pornozão muito legal

Uma câmera simples na mão, iluminação toda natural e apenas dois atores em um quarto de hotel. Só isso basta pra fazer um pornô perfeito. E é isso que Manuel Ferrara vem fazendo em sua série Raw, que já está na sexta edição.

Após ver uns trechos em uns sites por aí, procurei um dos filmes inteiros pra baixar. Encontrei só o 6, que nem estava completo, mas valeu muito a pena. Aliás, devo dizer que é um dos melhores, senão o melhor, filme pornô que já vi.

E o que faz esses filmes da série Raw serem tão bons? Para responder isso, é melhor analisar o que faz a grande maioria dos pornôs ser tão ruins.

Vejo os filmes pornô por causa das mulheres ou, pelo menos, é a razão principal. Assistindo a um desses filmes, obviamente me imagino no lugar do ator. Se estivesse no lugar do ator, eu pegaria a mulher de verdade. Porque sejamos sinceros, a maioria dos atores não pegam as atrizes de verdade. Chega a ser surreal como a indústria pornô americana transformou o ato sexual, que é o momento físico mais íntimo que dois seres humanos podem compartilhar, em algo frio, impessoal.

Os atores mal encostam na mulher. Não beijam, não abraçam, não passam a mão direito. Tudo o que se vê são duas pélvis colidindo mecanicamente, um ocasional tapa na cara ou na bunda e o jorro de sêmem em direção ao rosto da moça no final do ato.

É ridículo. Os caras têm umas mulheres lindas pra comer e não aproveitam cada centímetro do corpo delas, como deveriam aproveitar. Não sei se a culpa é dos atores, talvez sejam os diretores que impõem esse tipo de comportamento frio.

O que eu sei é que esse padrãozinho de sexo já me deu nos nervos. Tudo bem, a indústria pornográfica de um país meio que reflete a maneira que seus cidadãos fazem sexo, ou gostariam de fazer. OK, certo. Se eles são frios assim, respeitemos. O problema é que por os americanos terem a maior indústria pornô do mundo, os outros países, em sua maioria, imitam o modus operandi sexual dos filmes ianques.

Duvida? Assista a um pornô brasileiro. É uma tristeza, o pessoal aqui tenta imitar demais os norte-americanos. Nós, brasileiros, não transamos igual a eles. Então o que será que a indústria brasileira representa? A maneira como transo é que não é, muito menos as minhas fantasias, afinal, eu nunca faço sexo de camisinha na minha imaginação. Sério mesmo, CAMISINHA em filme pornô? Brasileirinhas e cia.... acordem.

Mas enfim, não me confudam com um romântico que gostaria de ver um sexo apaixonadinho diante das câmeras. Não é isso. A questão é que quando é frio e mecânico demais, o sexo não excita.

Bom, críticas feitas, vamos aos elogios ao senhor Manuel Ferrara. Em sua série Raw, ele vai contra esse padrão da pornografia americana. Manuel Ferrara COME as mulheres. Mas come mesmo, da maneira que eu e você, amigo, gostamos de comer. Da maneira que você, amiga, provavelmente gosta de ser comida. O cara claramente GOSTA das mulheres, do corpo delas. Ele tá afim de estar ali, pegando essas mulheres e elas estão afim de estar ali, transando com ele. Em todas as cenas é percetível a química entre os atores. Eles conversam de verdade, brincam de verdade, transam de verdade.

A filmagem é totalmente amadora, o que pode irritar algumas pessoas. Mas acho que isso dá um charme maior para os filmes. E o que falta de técnica para o sr. Ferrara ao empunhar uma câmera, sobra em criatividade para capturar as cenas. Um dos meus momentos favoritos é quando ele vai chupar a mulher, mas deixa ela segurando a câmera de frente para o próprio rosto, assim, tudo o que vemos são as expressões de prazer da garota.

Eu poderia continuar escrevendo e escrevendo sobre todas as qualidades de Raw, mas isso aqui já está ficando longo demais. Termino dizendo que Raw é foda e indico pra todos. É bom pra quem curte pornô, pra quem não curte, pro vovô e pra vovó.

Se não estiverem afim de passar por 2GB de download com pouquíssimos seeds... Vejam essa ceninha que achei nas interwebs:

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pornô de mulheres para mulheres

Numa das minhas andanças pelos vastos domínios da Internet descobri algo que parecia surpreendente, revolucionário e inovador: a proposta de um filme pornográfico feito de mulheres para mulheres.

Uma das produtoras é a Erika Lust, uma lindíssima sueca que atualmente vive em Barcelona, que tem sua própria produtora de filmes pornô chamada “Lust Films” e fiquei impressionada ao ver que ela tem pós-graduação em Estudos Feministas. Juro que quando vi o site dessa gracinha e dei mais umas fuçadas em busca de mais conteúdo sobre sua proposta, meu coração se encheu de esperança e alegria.

O pornô feminista já está ganhando certo destaque, pois o primeiro artigo que achei se encontrava na revista Época. Expectativas demais.

Tudo bem, vou passar para a parte mais interessante: como é o filme feminista. Busquei pelo mais famoso: Five Hot Stories For Her (2007), uma compilação de cinco curtas da produtora.

A proposta de Erika Lust é diferenciar do velho e típico “pornô Gonzo”, cujo a mulher é foco principal e normalmente segue a seqüência do oral, penetração vaginal, anal e gozo na cara ou na boca, em sua maioria a mulher é tratada meramente como objeto. Porém, nos curtas feministas, não.

“Five Hot Stories For Her” é uma compilação dos curtas: Jodetecarlos.com, Something About Nadia, Married with Children, The Good Girl e Breakup sex. O interessante é que todos esses videos tem uma história por trás.

O primeiro dos citados acima é sobre uma mulher que se descobre traída e se vinga do marido com um ménage à trois, filma tudo e põe na internet. “Something about Nadia” trata de uma dona de sex shop e suas clientes, dentre uma delas, Nadia – a dona do sex shop – tem uma transa; sim, lésbico. “Married with Children” é um sadomasoquista levinho todo num clima sensual, nada muito pesado. O fetiche pelo entregador de pizza que é sempre comentado nas entrevistas da produtora é tratado no curta “The Good Girl”. Por fim, “Breakup sex” é um curta gay cujo nome já diz tudo.

Como havia dito, minhas expectativas eram altíssimas, portanto superestimei demais as produções. Obviamente tem seus diferenciais, como uma excelente trilha sonora, enredo, as próprias cenas de sexo e a iluminação.

Não pretendo cometer a gafe de dizer que pornografia é tudo igual. Claro que não é. Os curtas de Erika Lust são sensíveis, realistas, inovadores e arrojados. São sensuais, excitantes. Talvez apostei demais no trabalho dela, mas não irei desmerecê-lo. De qualquer forma, achei num desses sites tão conhecidos nossos um curta dela, que foi um dos que eu mais gostei.

Escrito por Augusta Teixeira.