Acabei de assistir a um dos filmes mais românticos que vi nos últimos tempos: Zach and Miri Make a Porno. De todos os lugares possíveis, de todas as possibilidades imagináveis de encontrar o seu amor, um filme pornográfico é a melhor de todas.
Imagine a vida amorosa de um ator pornô. Ele, num dia qualquer de trabalho, conhece uma colega de empresa que parece ser muito interessante. Isso pode acontecer com qualquer um, pois é normal conhecer alguém interessante no trabalho. Mas enquanto o resto de nós, pobres mortais, tem que conversar com a outra pessoa, jogar um papo furado, tentar parecer legal etc., só pra conseguir um mero primeiro encontro, o ator de filmes adultos já começa transando com a garota.
É perfeito e justo. Ambos estão nus, sem nada pra esconder um do outro. Ambos já começam pelo que costuma ser o objetivo final das pessoas que se encontram por aí, ou seja, sexo pervertido na frente de uma equipe de produção, gravando um filme que será distribuído pela internet e visto por milhões de pessoas. Tá bom, esse é só o meu objetivo final. Começando pela transa, os atores já se livram da pressão social de tentar levar o outro pra cama, e podem então se concentrar naquela coisa clássica de se apaixonar.
Então vamos seguir o exemplo desses atores e parar com essa bobagem de se conhecer primeiro e só depois fazer sexo. Viu alguém interessante? Nem fale “oi” ou pergunte o nome, leve a(o) sujeita(o) pra casa e cumpra o propósito biológico de sua existência como membro da raça humana. Mas faça isso com jeitinho, pra não ser acusado de estupro, pois todo mundo sabe o que acontece com os estupradores na prisão. Depois disso, jogue conversa fora, marque uns jantares românticos e case com a(o) sujeita(o). A sua vida será mais feliz dessa forma.
E quanto ao filme citado na primeira frase, eu recomendo. Eu ia escrever um review, mas não consigo pensar direito quando tô com vontade de comer batata frita. Ah, que fique claro: Zach and Miri Make a Porno não é um filme pornô. Tem gente fazendo um filme pornô dentro do filme, mas não é um filme pornô. Tem sexo, até mesmo sexo anal. Com homem e mulher. Tem atrizes pornô e nudez frontal, mas acreditem quando eu digo que é um romance, não um pornô. Melhor eu parar de escrever a palavra pornô, porque de pornô esse filme não tem nada, e isso pode passar uma má impressão. Parei.
domingo, 28 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Destricted
Navegando pela internets, descobri esse Destricted. Sete diretores cults decidiram fazer 7 curtas sobre sexo, de forma artística e intelectual. Isso me lembrou deste nosso querido blog, em que 4 artistas intelectuais discorrem elegantemente acerca de tudo relacionado ao mundo pornográfico. Fiquei interessado em ver e foi isso que eu fiz. Nos próximos parágrafos estão relatadas as minhas impressões e análises pormenorizadas de cada um dos filminhos de Destricted.
Comecei pelo filme do Gaspar Noé. Adoro Irreversível e I Stand Alone, sou fã do cara, então o curta metragem dele era o que eu mais estava curioso pra assistir. O título é “We Fuck Alone”. A premissa é bem interessante: Mostrar um homem e uma mulher, em quartos separados, vendo o mesmo vídeo pornô e se masturbando simultâneamente. Ela, com a ajuda de um ursinho de pelúcia, ele, com a ajuda de uma boneca inflável e...uma arma. Maluco. Ela é uma gracinha, ele é um emo escroto. Se você sofre de epilepsia e quer se matar, assista a esse filme. A imagem não pára de piscar, tudo é em um tom vermelho e a ação é embalada por uma trilha sonora que se parece com batidas de coração. Pra quem não é epilético, sobram só as náuseas e dores de cabeça. Assistir a esse filme no cinema deve ter sido infernal, já que só na tela do computador eu fiquei com vontade de vomitar. Ainda assim, a experiência é interessante e Gaspar Noé não filmou dessa forma pra parecer bonito, é pra ser desconfortável mesmo. Dito isso, esse curta é uma droga. Meu deus, por que tem que mostrar tanto o emo tocando uma punheta? É irritante demais. Não é só porque eu sou heterossexual que eu gostaria de ter visto mais a garota com o ursinho. É porque não faz sentido mostrar tanto o cara comendo a boneca inflável e nem é tão legal. Gaspar Noé foi pelo caminho fácil. Filmar o pau do cara em close depois mostrar ele gozando...Isso qualquer um faz. Queria ver mostrar a garota tendo um orgasmo. Aliás, isso seria natural. Mostrou o cara gozando, mostra a mina gozando também, pô! No final das contas, só a premissa era legal. Pensei que rolaria uma reflexão sobre os atos sexuais solitários, mas a boneca inflável se mostrou tão participativa, que nem dá pra falar que o emo tava sozinho. Enfim, o filme pornô mostrado no curta é com atores da indústria. Katsumi, gatíssima, e um cara que já vi algumas vezes em uns vídeos por aí.
Nota: Nem gostei.
O segundo que vi foi Sync, de Marco Brambilla. Tem apenas dois minutos e mostra uma colagem de vários filmes pornô, pra formar uma cena de sexo. Desde o beijo inicial e passando por tudo quanto é posição, vemos centenas de imagens de centenas de filmes diferentes. Não consegui reconhecer nenhuma das cenas, tampouco os atores. Isso me tranquilizou, pois quer dizer que meu consumo de filmes pornográficos ainda é normal, saudável e moderado.
Nota: Fodinha.
Impaled, dirigido por Larry Clark, mostra uns caras em uma entrevista de emprego. Claro, o emprego em questão é de ator pornô. Nunca pensei que fizessem tantas perguntas nesse tipo de entrevista. Eu imaginava que era só mostrar o pau, fazer algum tipo de teste pra provar que você não tem EP e cair na gandaia. Os personagens falam sobre a primeira vez que viram um filme pornô, o que acham da indústria, suas primeiras experiências sexuais, o que gostariam de fazer, sexualmente, que não tiveram a oportunidade de fazer antes e uma porrada de outras coisas. Todos os caras bem nervosos, todos depiladinhos e havia até um virgem, que tinha a sua última esperança de perder a pureza na indústria pornográfica, já que não conseguia pegar ninguém. Não gostei muito do cara que passa na entrevista, pois ele é meio idiota, tem voz fina e não tem atitude rock'n'roll, típica dos atores pornô. Mas beleza, o moleque representa os jovens que entram nessa indústria sem conhecer muito como as coisas funcionam. Várias atrizes de verdade dão as caras e também respondem perguntas, o que é bastante interessante. A cereja no topo do bolo vem em forma de sexo explícito no final do curta, com direito a sexo anal FAIL, que prefiro não explicar em detalhes aqui.
Nota: Fodão.
O que eu vi em seguida foi House Call, de Richard Prince. Esse curta é MUITO ruim. Tudo o que mostra é um pornozão meio anos 70, com aquela tradicional brincadeira de médico. Só isso. E uma música extremamente bizarra que mais parece saída de um filme de terror, o que é a única parte legal do filme. Chato para caralho, fiquei até com raiva de ter perdido 12 minutos da minha vida com isso.
Nota: Tomara que o diretor dessa merda morra afogado em uma piscina de orgãos genitais masculinos tamanho Extra G.
Hoist, de Matthew Barney, foi uma das coisas mais estranhas que vi nos últimos tempos. Quando comecei a assistir ao curta, um certo padrão surgiu em minha mente. Os diretores de Destricted devem ter alguma obsessão com paus, porque sempre que eles têm a chance de dar um close em um membro endurecido, é isso que eles fazem. Hoist começa mostrando um pênis ficando ereto lentamente. A cena dura 3 minutos, mas por um momento temi que o diretor me faria assistir a 14 minutos de um pênis “artístico” e cult, porque o curta metragem é totalmente “artístico” e cult. Mas não foi nada disso que aconteceu, ainda bem. Na cena seguinte, vemos um monte de caras procurando alguma coisa, provavelmente uma atriz pornô perdida pra eles poderem fazer um grupal. Após essa cena, somos apresentados a uma figura muito escrota, que está embaixo de um trator, modelando um vaso de argila com o próprio pau. E o cara faz isso com um objeto oval enfiado no ânus. Habilidoso esse garoto. Esse curta é tão bizarro e sem sentido que eu acabei gostando.
Nota: Foda.
Death Valley, de Sam Taylor, fez eu me sentir um idiota. Não acredito que essa mulher me fez assistir a um mané batendo punheta por 7 minutos. Basicamente, o “roteiro” é o seguinte: Um mano está andando pelo deserto, quando decide que é uma boa idéia parar a caminhada, se ajoelhar no solo e socar um punhetão nervoso. É bem coerente mesmo. Se eu estivesse perdido no deserto, e sem a possibilidade de sobreviver, eu também me masturbaria. Seria o meu jeito de dizer “Vai se foder!!!” pra natureza e pro universo.
Nota: Tão ruim que me deprimiu.
Por último, vi Balkan Erotic Epic, de Marina Abramovic. O curta fala sobre como os pagãos arrumavam desculpas pra transar com qualquer coisa ou esfregar seus orgãos sexuais em alguma coisa. De todos os filmes do Destricted, o Balkan Erotic é o mais interessante. Na maior parte do tempo, é não-intencionalmente engraçado, mas isso devido ao fato dos costumes pagãos soarem bastante estranhos pra gente. A parte que mais gostei é a que ensina a melhor simpatia que existe pra uma mulher fazer um homem se apaixonar por ela. Basta a senhorita pegar um peixe, enfiar na vagina, deixar o infeliz lá por uma noite, pegar o cadáver do pobre peixinho, bater no liquidificador, jogar o resultado disso no café e dar pro cara beber. Dizem que é tiro e queda. O cara vai te amar pra sempre.
Nota: Fodão.
Dos 7 curtas de Destricted, Impaled, Balkan City Erotic e Sync são os melhores e valem a pena assistir. O resto não é lá grande coisa, são meio chatos e/ou bizarros, mas dá pra rir um pouco se forem vistos com seus amigos bêbados.
Comecei pelo filme do Gaspar Noé. Adoro Irreversível e I Stand Alone, sou fã do cara, então o curta metragem dele era o que eu mais estava curioso pra assistir. O título é “We Fuck Alone”. A premissa é bem interessante: Mostrar um homem e uma mulher, em quartos separados, vendo o mesmo vídeo pornô e se masturbando simultâneamente. Ela, com a ajuda de um ursinho de pelúcia, ele, com a ajuda de uma boneca inflável e...uma arma. Maluco. Ela é uma gracinha, ele é um emo escroto. Se você sofre de epilepsia e quer se matar, assista a esse filme. A imagem não pára de piscar, tudo é em um tom vermelho e a ação é embalada por uma trilha sonora que se parece com batidas de coração. Pra quem não é epilético, sobram só as náuseas e dores de cabeça. Assistir a esse filme no cinema deve ter sido infernal, já que só na tela do computador eu fiquei com vontade de vomitar. Ainda assim, a experiência é interessante e Gaspar Noé não filmou dessa forma pra parecer bonito, é pra ser desconfortável mesmo. Dito isso, esse curta é uma droga. Meu deus, por que tem que mostrar tanto o emo tocando uma punheta? É irritante demais. Não é só porque eu sou heterossexual que eu gostaria de ter visto mais a garota com o ursinho. É porque não faz sentido mostrar tanto o cara comendo a boneca inflável e nem é tão legal. Gaspar Noé foi pelo caminho fácil. Filmar o pau do cara em close depois mostrar ele gozando...Isso qualquer um faz. Queria ver mostrar a garota tendo um orgasmo. Aliás, isso seria natural. Mostrou o cara gozando, mostra a mina gozando também, pô! No final das contas, só a premissa era legal. Pensei que rolaria uma reflexão sobre os atos sexuais solitários, mas a boneca inflável se mostrou tão participativa, que nem dá pra falar que o emo tava sozinho. Enfim, o filme pornô mostrado no curta é com atores da indústria. Katsumi, gatíssima, e um cara que já vi algumas vezes em uns vídeos por aí.
Nota: Nem gostei.
O segundo que vi foi Sync, de Marco Brambilla. Tem apenas dois minutos e mostra uma colagem de vários filmes pornô, pra formar uma cena de sexo. Desde o beijo inicial e passando por tudo quanto é posição, vemos centenas de imagens de centenas de filmes diferentes. Não consegui reconhecer nenhuma das cenas, tampouco os atores. Isso me tranquilizou, pois quer dizer que meu consumo de filmes pornográficos ainda é normal, saudável e moderado.
Nota: Fodinha.
Impaled, dirigido por Larry Clark, mostra uns caras em uma entrevista de emprego. Claro, o emprego em questão é de ator pornô. Nunca pensei que fizessem tantas perguntas nesse tipo de entrevista. Eu imaginava que era só mostrar o pau, fazer algum tipo de teste pra provar que você não tem EP e cair na gandaia. Os personagens falam sobre a primeira vez que viram um filme pornô, o que acham da indústria, suas primeiras experiências sexuais, o que gostariam de fazer, sexualmente, que não tiveram a oportunidade de fazer antes e uma porrada de outras coisas. Todos os caras bem nervosos, todos depiladinhos e havia até um virgem, que tinha a sua última esperança de perder a pureza na indústria pornográfica, já que não conseguia pegar ninguém. Não gostei muito do cara que passa na entrevista, pois ele é meio idiota, tem voz fina e não tem atitude rock'n'roll, típica dos atores pornô. Mas beleza, o moleque representa os jovens que entram nessa indústria sem conhecer muito como as coisas funcionam. Várias atrizes de verdade dão as caras e também respondem perguntas, o que é bastante interessante. A cereja no topo do bolo vem em forma de sexo explícito no final do curta, com direito a sexo anal FAIL, que prefiro não explicar em detalhes aqui.
Nota: Fodão.
O que eu vi em seguida foi House Call, de Richard Prince. Esse curta é MUITO ruim. Tudo o que mostra é um pornozão meio anos 70, com aquela tradicional brincadeira de médico. Só isso. E uma música extremamente bizarra que mais parece saída de um filme de terror, o que é a única parte legal do filme. Chato para caralho, fiquei até com raiva de ter perdido 12 minutos da minha vida com isso.
Nota: Tomara que o diretor dessa merda morra afogado em uma piscina de orgãos genitais masculinos tamanho Extra G.
Hoist, de Matthew Barney, foi uma das coisas mais estranhas que vi nos últimos tempos. Quando comecei a assistir ao curta, um certo padrão surgiu em minha mente. Os diretores de Destricted devem ter alguma obsessão com paus, porque sempre que eles têm a chance de dar um close em um membro endurecido, é isso que eles fazem. Hoist começa mostrando um pênis ficando ereto lentamente. A cena dura 3 minutos, mas por um momento temi que o diretor me faria assistir a 14 minutos de um pênis “artístico” e cult, porque o curta metragem é totalmente “artístico” e cult. Mas não foi nada disso que aconteceu, ainda bem. Na cena seguinte, vemos um monte de caras procurando alguma coisa, provavelmente uma atriz pornô perdida pra eles poderem fazer um grupal. Após essa cena, somos apresentados a uma figura muito escrota, que está embaixo de um trator, modelando um vaso de argila com o próprio pau. E o cara faz isso com um objeto oval enfiado no ânus. Habilidoso esse garoto. Esse curta é tão bizarro e sem sentido que eu acabei gostando.
Nota: Foda.
Death Valley, de Sam Taylor, fez eu me sentir um idiota. Não acredito que essa mulher me fez assistir a um mané batendo punheta por 7 minutos. Basicamente, o “roteiro” é o seguinte: Um mano está andando pelo deserto, quando decide que é uma boa idéia parar a caminhada, se ajoelhar no solo e socar um punhetão nervoso. É bem coerente mesmo. Se eu estivesse perdido no deserto, e sem a possibilidade de sobreviver, eu também me masturbaria. Seria o meu jeito de dizer “Vai se foder!!!” pra natureza e pro universo.
Nota: Tão ruim que me deprimiu.
Por último, vi Balkan Erotic Epic, de Marina Abramovic. O curta fala sobre como os pagãos arrumavam desculpas pra transar com qualquer coisa ou esfregar seus orgãos sexuais em alguma coisa. De todos os filmes do Destricted, o Balkan Erotic é o mais interessante. Na maior parte do tempo, é não-intencionalmente engraçado, mas isso devido ao fato dos costumes pagãos soarem bastante estranhos pra gente. A parte que mais gostei é a que ensina a melhor simpatia que existe pra uma mulher fazer um homem se apaixonar por ela. Basta a senhorita pegar um peixe, enfiar na vagina, deixar o infeliz lá por uma noite, pegar o cadáver do pobre peixinho, bater no liquidificador, jogar o resultado disso no café e dar pro cara beber. Dizem que é tiro e queda. O cara vai te amar pra sempre.
Nota: Fodão.
Dos 7 curtas de Destricted, Impaled, Balkan City Erotic e Sync são os melhores e valem a pena assistir. O resto não é lá grande coisa, são meio chatos e/ou bizarros, mas dá pra rir um pouco se forem vistos com seus amigos bêbados.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Sexo Sangrento
Hoje deu vontade de revelar ao mundo a minha primeira experiência sexual. É bom que fique registrado aqui, pois um dia meus biógrafos analisarão a minha personalidade baseados em certos momentos traumáticos da minha vida.
Minha primeira vez foi com a minha primeira namorada. E devo dizer que, quando o assunto é sexo com essa garota, eu poderia escrever um livro. A menina era meio excêntrica, curtia uns pornôs, sexo em lugares públicos e um monte de coisas que a minha moral e senso de coisas divinas condenam.
A primeira vez que transei com ela foi uma bagunça. Literalmente. Só posso dizer que a vida não havia me preparado para aquele momento. Os pais não avisam seus filhos que uma coisa do tipo que aconteceu comigo pode ocorrer. Nem a tv ajuda, muito menos a escola. Só sei que, cedo ou tarde, todo homem passa por isso, e é aí que nós vemos quem é homem de verdade.
Depois de 3 anos de amizade, começamos a namorar. No auge da nossa adolescência, depois de termos passado por 3 anos de tensão sexual, queríamos mais é foder o dia todo até o outro dia amanhecer feliz. Acontece que, na nossa primeira noite de paixão, a minha ex estava menstruada.
Porra, ela nem me avisou. Eu, um pobre e inexperiente garotinho, tomei um banho de sangue logo na minha primeira vez. Há quem diga que o orgasmo é um momento parecido com a morte. Eu achava essa idéia apenas uma metáfora bonita. Dá pra imaginar a minha surpresa quando descobri que não só não era uma metáfora, como também não tinha nada de bonita.
Tudo começou numa boa. Ela insistiu pra apagar a luz, mas eu não gostei muito disso, porque queria ver o que estava acontecendo. Mas beleza, a mulher já estava concedendo a gentileza de dar pra mim, então eu não ia reclamar da luz apagada.
Achei impressionante como entrou fácil. Sei lá, eu ouvia histórias por aí de caras que tiveram certa dificuldade nesse momento, pois a garota não estava muito excitada. Comigo, a coisa foi que era uma beleza, eu não tava nem acreditando. “Meu Zeus, nunca imaginei que o sexo fosse uma coisa tão molhada e escorregadia”, eu pensei.
Terminamos orgasticamente bem a transa. Ah, que beleza. Deixa eu acender a luz, pra poder ir ao banheiro sem tropeçar pelo quarto. Quando acendi a luz, meus amigos, e olhei para o meu pinto, pensei: “Caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalho, meu pênis é uma arma mortal! Que se fodam os sabres de luz!”
Era sangue pra tudo quanto é lado. Gotejava sangue da minha ferramenta. Olhei pra cama e pensei que tinham acabado de realizar um ritual satânico com o sacrifício de uma virgem e dois bezerros. Daria pra pegar aquele sangue, desenhar a Monalisa na parede, metade da Capela Sistina e ainda escrever “Vida Loka” no final.
Lembrei daqueles países em que a família exibe o lençol manchado de sangue, após a primeira noite de um casal recém casado, para provar que a moça era virgem. Se o lençol em que tive a minha estréia sexual fosse exibido por aí, eu receberia o título oficial de Grão-Lorde-Terminator-Motherfucking-Desvirginador-Mundial. Ou seria acusado de assassinato mesmo.
OK, já exagerei além da conta. Sim, ela estava menstruada. Sim, não foi a atividade mais limpa que já fiz na minha vida. Mas não, a coisa não foi tão dramática. Só que não sei por qual motivo, quando relembro do que aconteceu, as imagens descritas nos parágrafos acima me vêm à cabeça.
Ai, preciso de terapia.
Minha primeira vez foi com a minha primeira namorada. E devo dizer que, quando o assunto é sexo com essa garota, eu poderia escrever um livro. A menina era meio excêntrica, curtia uns pornôs, sexo em lugares públicos e um monte de coisas que a minha moral e senso de coisas divinas condenam.
A primeira vez que transei com ela foi uma bagunça. Literalmente. Só posso dizer que a vida não havia me preparado para aquele momento. Os pais não avisam seus filhos que uma coisa do tipo que aconteceu comigo pode ocorrer. Nem a tv ajuda, muito menos a escola. Só sei que, cedo ou tarde, todo homem passa por isso, e é aí que nós vemos quem é homem de verdade.
Depois de 3 anos de amizade, começamos a namorar. No auge da nossa adolescência, depois de termos passado por 3 anos de tensão sexual, queríamos mais é foder o dia todo até o outro dia amanhecer feliz. Acontece que, na nossa primeira noite de paixão, a minha ex estava menstruada.
Porra, ela nem me avisou. Eu, um pobre e inexperiente garotinho, tomei um banho de sangue logo na minha primeira vez. Há quem diga que o orgasmo é um momento parecido com a morte. Eu achava essa idéia apenas uma metáfora bonita. Dá pra imaginar a minha surpresa quando descobri que não só não era uma metáfora, como também não tinha nada de bonita.
Tudo começou numa boa. Ela insistiu pra apagar a luz, mas eu não gostei muito disso, porque queria ver o que estava acontecendo. Mas beleza, a mulher já estava concedendo a gentileza de dar pra mim, então eu não ia reclamar da luz apagada.
Achei impressionante como entrou fácil. Sei lá, eu ouvia histórias por aí de caras que tiveram certa dificuldade nesse momento, pois a garota não estava muito excitada. Comigo, a coisa foi que era uma beleza, eu não tava nem acreditando. “Meu Zeus, nunca imaginei que o sexo fosse uma coisa tão molhada e escorregadia”, eu pensei.
Terminamos orgasticamente bem a transa. Ah, que beleza. Deixa eu acender a luz, pra poder ir ao banheiro sem tropeçar pelo quarto. Quando acendi a luz, meus amigos, e olhei para o meu pinto, pensei: “Caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalho, meu pênis é uma arma mortal! Que se fodam os sabres de luz!”
Era sangue pra tudo quanto é lado. Gotejava sangue da minha ferramenta. Olhei pra cama e pensei que tinham acabado de realizar um ritual satânico com o sacrifício de uma virgem e dois bezerros. Daria pra pegar aquele sangue, desenhar a Monalisa na parede, metade da Capela Sistina e ainda escrever “Vida Loka” no final.
Lembrei daqueles países em que a família exibe o lençol manchado de sangue, após a primeira noite de um casal recém casado, para provar que a moça era virgem. Se o lençol em que tive a minha estréia sexual fosse exibido por aí, eu receberia o título oficial de Grão-Lorde-Terminator-Motherfucking-Desvirginador-Mundial. Ou seria acusado de assassinato mesmo.
OK, já exagerei além da conta. Sim, ela estava menstruada. Sim, não foi a atividade mais limpa que já fiz na minha vida. Mas não, a coisa não foi tão dramática. Só que não sei por qual motivo, quando relembro do que aconteceu, as imagens descritas nos parágrafos acima me vêm à cabeça.
Ai, preciso de terapia.
domingo, 24 de maio de 2009
Meu próximo filme pornô
Semana passada, no escritório, uma amiga minha pediu a opinião do pessoal pra um presente de aniversário que ela precisava comprar pra uma amiga dela. Sugerimos coisas básicas e genéricas, como discos ou livros, mas nenhuma de nossas sugestões parecia satisfazer a garota.
Uma menina do meu lado disse que a minha amiga poderia comprar um cartão de uma loja que vendia calcinhas, pois esse cartão vinha com uma calcinha. Seria um presente estiloso, de fato. Foi nesse momento que a realidade simplesmente se quebrou em mil pedaços e a fantasia começou.
Dizem que mulheres não dão lingeries pra outras mulheres, mas tudo bem, na ficção tudo é possível. Eu imaginei que a minha amiga chegava na casa da aniversariante, carregando o presente e se perguntava se ela ia gostar ou não. Essa minha amiga é linda. Não sei como a aniversariante se parece, então minha mente me convenceu de que ela era igualzinha à Diane Keaton, nos tempos de Annie Hall.
Ela deu o presente pra Diane Keaton que, mesmo antes de abrir o pacote, deu um abraço exageradamente carinhoso na minha amiga, completando com um beijo que tocou de leve os lábios da garota.
Diane abriu o pacote e se deparou com a lingerie mais sexy que já vira na vida. A outra garota avisou:
- Se não servir, não se preocupe. Eu posso voltar na loja e trocar pra você.
- Vou experimentar agora – disse a Diane – volto já.
Segundos depois, a aniversariante voltou, só de lingerie, com uma expressão indecisa no rosto.
- Ai, não sei se ficou bom. O que você acha?
- Deixa eu chegar mais perto de você, pois aqui está escuro e não consigo ver como você está.
A minha amiga achou que a Diane Keaton estava muito bonita, e se surpreendeu ao pensar que ela estava um pouco gostosa também. Aproveitando a situação, ela disse:
- Olha, eu comprei umas lingeries pra mim também. Vou experimentar, quero que me diga se fiquei tão gostos...quer dizer, bonita como você, ok?
É isso. Duas belas mulheres de calcinha e sutiã se exibiram na frente da minha imaginação. Experimentaram várias lingeries, uma mais sensual que a outra. Depois de um tempo, a minha amiga, com um ar insatisfeito, falou pra Diane Keaton:
- Não sei se somos boas o suficiente pra avaliar se estamos bem ou não com essas peças. Precisamos da opinião do homem mais inteligente, belo, feio, forte e formal que possamos encontrar. Já sei, deixa eu ligar pro meu amigo Alan!
- Alô, Alan? Então, preciso que você dê uma passadinha aqui em casa. Você é o único homem que conheço que pode julgar se eu e a minha amiga estamos bonitas com as nossas novas lingeries.
- Ligou pro cara certo, baby.
No mesmo momento, eu já estava na casa da Diane. As duas pareciam muito felizes com a minha presença. Me abraçaram e me deram muitos beijos no rosto. De leve, passei a mão na bunda de uma delas, que me agradeceu.
- Muito bem garotas. Mostrem pra mim o que vocês têm.
E então o desfile começou. Duas musas andaram pra lá e pra cá semi-nuas, para o meu deleite. Não demorou pra que eu decidisse fazer uma análise mais aprofundada das peças sensuais que elas estavam vestindo.
- Garotas, obrigado pelo desfile. Mas tem um probleminha: Eu sou cego. O fato de eu ser cego, naturalmente, me impede de ver bem com os meus olhos, portanto, ao longo dos anos, desenvolvi um tato apurado, e é exatamente assim que eu vejo as coisas. Que tal vocês chegarem um pouco mais perto de mim, pra que eu possa “ver” vocês, hein?
Obviamente, eu estava mentindo. Obviamente, eu já tinha percebido que tudo não passava de uma fantasia, então liguei o “foda-se” e aproveitei o momento. Minhas mãos passearam pelos cabelos, rostos, lábios, seios, cinturas, bundas e pernas delas. Dei uma de safadão e inventei outra desculpa esfarrapada:
- Bem, garotas. Está muito calor aqui, muito mesmo. Isso atrapalha o meu tato, espero que não se incomodem se eu ficar nu.
- Claro que não, Alan! - disseram as garotas, em coro - Por favor, pode tirar todas as suas roupas. Uau! Você anda malhando!?
Não foi difícil convencê-las a ficarem nuas também. Nem precisei oferecer vinhos para que elas se soltassem ainda mais e se jogassem nos meus braços. E não demorou muito para que começassem 40 minutos de putaria.
Uma menina do meu lado disse que a minha amiga poderia comprar um cartão de uma loja que vendia calcinhas, pois esse cartão vinha com uma calcinha. Seria um presente estiloso, de fato. Foi nesse momento que a realidade simplesmente se quebrou em mil pedaços e a fantasia começou.
Dizem que mulheres não dão lingeries pra outras mulheres, mas tudo bem, na ficção tudo é possível. Eu imaginei que a minha amiga chegava na casa da aniversariante, carregando o presente e se perguntava se ela ia gostar ou não. Essa minha amiga é linda. Não sei como a aniversariante se parece, então minha mente me convenceu de que ela era igualzinha à Diane Keaton, nos tempos de Annie Hall.
Ela deu o presente pra Diane Keaton que, mesmo antes de abrir o pacote, deu um abraço exageradamente carinhoso na minha amiga, completando com um beijo que tocou de leve os lábios da garota.
Diane abriu o pacote e se deparou com a lingerie mais sexy que já vira na vida. A outra garota avisou:
- Se não servir, não se preocupe. Eu posso voltar na loja e trocar pra você.
- Vou experimentar agora – disse a Diane – volto já.
Segundos depois, a aniversariante voltou, só de lingerie, com uma expressão indecisa no rosto.
- Ai, não sei se ficou bom. O que você acha?
- Deixa eu chegar mais perto de você, pois aqui está escuro e não consigo ver como você está.
A minha amiga achou que a Diane Keaton estava muito bonita, e se surpreendeu ao pensar que ela estava um pouco gostosa também. Aproveitando a situação, ela disse:
- Olha, eu comprei umas lingeries pra mim também. Vou experimentar, quero que me diga se fiquei tão gostos...quer dizer, bonita como você, ok?
É isso. Duas belas mulheres de calcinha e sutiã se exibiram na frente da minha imaginação. Experimentaram várias lingeries, uma mais sensual que a outra. Depois de um tempo, a minha amiga, com um ar insatisfeito, falou pra Diane Keaton:
- Não sei se somos boas o suficiente pra avaliar se estamos bem ou não com essas peças. Precisamos da opinião do homem mais inteligente, belo, feio, forte e formal que possamos encontrar. Já sei, deixa eu ligar pro meu amigo Alan!
- Alô, Alan? Então, preciso que você dê uma passadinha aqui em casa. Você é o único homem que conheço que pode julgar se eu e a minha amiga estamos bonitas com as nossas novas lingeries.
- Ligou pro cara certo, baby.
No mesmo momento, eu já estava na casa da Diane. As duas pareciam muito felizes com a minha presença. Me abraçaram e me deram muitos beijos no rosto. De leve, passei a mão na bunda de uma delas, que me agradeceu.
- Muito bem garotas. Mostrem pra mim o que vocês têm.
E então o desfile começou. Duas musas andaram pra lá e pra cá semi-nuas, para o meu deleite. Não demorou pra que eu decidisse fazer uma análise mais aprofundada das peças sensuais que elas estavam vestindo.
- Garotas, obrigado pelo desfile. Mas tem um probleminha: Eu sou cego. O fato de eu ser cego, naturalmente, me impede de ver bem com os meus olhos, portanto, ao longo dos anos, desenvolvi um tato apurado, e é exatamente assim que eu vejo as coisas. Que tal vocês chegarem um pouco mais perto de mim, pra que eu possa “ver” vocês, hein?
Obviamente, eu estava mentindo. Obviamente, eu já tinha percebido que tudo não passava de uma fantasia, então liguei o “foda-se” e aproveitei o momento. Minhas mãos passearam pelos cabelos, rostos, lábios, seios, cinturas, bundas e pernas delas. Dei uma de safadão e inventei outra desculpa esfarrapada:
- Bem, garotas. Está muito calor aqui, muito mesmo. Isso atrapalha o meu tato, espero que não se incomodem se eu ficar nu.
- Claro que não, Alan! - disseram as garotas, em coro - Por favor, pode tirar todas as suas roupas. Uau! Você anda malhando!?
Não foi difícil convencê-las a ficarem nuas também. Nem precisei oferecer vinhos para que elas se soltassem ainda mais e se jogassem nos meus braços. E não demorou muito para que começassem 40 minutos de putaria.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
É oficial
segunda-feira, 11 de maio de 2009
As Garotas das Fotografias
No começo da minha adolescência, as revistas de mulher pelada eram praticamente tudo o que eu e meus amigos conhecíamos de “pornografia”. Claro que havia filmes como Kids e Calígula, mas tínhamos acesso mais fácil às Playboys e derivadas.
Para o bem ou para o mal, essas páginas marcaram o primeiro contato que tivemos com as mulheres. E eu falo de mulheres, não das menininhas com quem trocávamos beijos escondidos na escola. Era a primeira vez que víamos uma garota adulta pelada, e na hora sabíamos que nada no mundo poderia ser mais bonito que o corpo feminino.
A primeira vez que vemos uma mulher nua, seja numa revista, seja ao vivo, é um momento especial. É nesse momento que ficamos presos a elas, sem a menor possibilidade de um dia nos libertarmos.
Só fui assistir a um filme pornô muito tempo depois de ter visto as revistas. Isso foi bom, por um lado. Eu ainda guardava na minha mente as imagens daquelas garotas dos ensaios fotográficos: sereias, anjos, deusas, não sei, tudo o que um homem ou um menino poderiam desejar, mas que dificilmente conquistariam um dia.
Os filmes pornô foram um choque. Quebraram as imagens idealizadas que as Playboys mostravam, tiravam aquelas mulheres lindas dos pedestais e as traziam para um mundo onde qualquer cara com um pau avantajado (ou não) poderia transar com elas.
Pelo menos posso dizer que tive minha época de acreditar que todas as mulheres eram seres misteriosos, capazes de levar-nos ao paraíso e que apenas alguns caras conseguiriam conquistá-las, apenas os que as merecessem.
Hoje em dia, os moleques não começam vendo fotos, já começam assistindo a vídeos nesses Redtubes da vida. Não que isso seja errado, mas revistas são bem mais saudáveis. Assim como nos vídeos pornográficos, as gostosas das publicações adultas também são objetos, claro. Mas com uma Playboy, por exemplo, um garoto poderia se apaixonar pela modelo que via estampada ali. Por mais que fossem objetos, as idealizávamos, eram inteligentes, lindas e louquinhas pela gente.
Nos vídeos pornô, não passam de algo descartável, que não vale muita coisa. A gente só se imagina comendo elas, nada mais. Não importa se são louquinhas pela gente, só importa que saibam tirar a roupa na hora certa e façam tudo o que quisermos.
Fantasias desse tipo são boas sim, mas cansam. As revistas me davam vontade de conhecer aquelas deusas. Essas fotografias talvez representassem uma espécie de romance, totalmente baseado em sexo, mas ainda um romance. Vídeos pornô só representam o sexo pelo sexo, mecânico e frio, previsível e com hora marcada pra acabar. As garotas das fotografias não se entregavam fácil, ou se entregavam fácil só pra mim. As dos pornôs, nem preciso dizer. Elas me excitam também, mas homens se excitam fácil. Com as garotas das fotografias, eu casaria. Com as dos pornôs, apenas sexo casual em uma noite solitária.
Às vezes eu prefiro um pouco do bom e velho romance, pois sempre tem que ser conquistado, no final é só meu e não fica de pernas abertas esperando ser penetrado por qualquer um.
Para o bem ou para o mal, essas páginas marcaram o primeiro contato que tivemos com as mulheres. E eu falo de mulheres, não das menininhas com quem trocávamos beijos escondidos na escola. Era a primeira vez que víamos uma garota adulta pelada, e na hora sabíamos que nada no mundo poderia ser mais bonito que o corpo feminino.
A primeira vez que vemos uma mulher nua, seja numa revista, seja ao vivo, é um momento especial. É nesse momento que ficamos presos a elas, sem a menor possibilidade de um dia nos libertarmos.
Só fui assistir a um filme pornô muito tempo depois de ter visto as revistas. Isso foi bom, por um lado. Eu ainda guardava na minha mente as imagens daquelas garotas dos ensaios fotográficos: sereias, anjos, deusas, não sei, tudo o que um homem ou um menino poderiam desejar, mas que dificilmente conquistariam um dia.
Os filmes pornô foram um choque. Quebraram as imagens idealizadas que as Playboys mostravam, tiravam aquelas mulheres lindas dos pedestais e as traziam para um mundo onde qualquer cara com um pau avantajado (ou não) poderia transar com elas.
Pelo menos posso dizer que tive minha época de acreditar que todas as mulheres eram seres misteriosos, capazes de levar-nos ao paraíso e que apenas alguns caras conseguiriam conquistá-las, apenas os que as merecessem.
Hoje em dia, os moleques não começam vendo fotos, já começam assistindo a vídeos nesses Redtubes da vida. Não que isso seja errado, mas revistas são bem mais saudáveis. Assim como nos vídeos pornográficos, as gostosas das publicações adultas também são objetos, claro. Mas com uma Playboy, por exemplo, um garoto poderia se apaixonar pela modelo que via estampada ali. Por mais que fossem objetos, as idealizávamos, eram inteligentes, lindas e louquinhas pela gente.
Nos vídeos pornô, não passam de algo descartável, que não vale muita coisa. A gente só se imagina comendo elas, nada mais. Não importa se são louquinhas pela gente, só importa que saibam tirar a roupa na hora certa e façam tudo o que quisermos.
Fantasias desse tipo são boas sim, mas cansam. As revistas me davam vontade de conhecer aquelas deusas. Essas fotografias talvez representassem uma espécie de romance, totalmente baseado em sexo, mas ainda um romance. Vídeos pornô só representam o sexo pelo sexo, mecânico e frio, previsível e com hora marcada pra acabar. As garotas das fotografias não se entregavam fácil, ou se entregavam fácil só pra mim. As dos pornôs, nem preciso dizer. Elas me excitam também, mas homens se excitam fácil. Com as garotas das fotografias, eu casaria. Com as dos pornôs, apenas sexo casual em uma noite solitária.
Às vezes eu prefiro um pouco do bom e velho romance, pois sempre tem que ser conquistado, no final é só meu e não fica de pernas abertas esperando ser penetrado por qualquer um.
domingo, 3 de maio de 2009
9 Canções
Um dia desses ouvi falar sobre um filme pornô que havia sido selecionado para o festival de Cannes. Fiquei curioso pra ver, claro, pois filmes pornô só costumam ganhar o Oscar, e raramente são selecionados para festivais europeus de filmes cult.
Assisti a 9 Canções recentemente. O filme é uma merda. Eu deveria ter acabado este texto na frase anterior, pois merda é merda e eu não gosto de ficar discutindo sobre merdas. Mas hoje, excepcionalmente, estou me sentindo não-muito-preguiçoso, portanto vou dizer porque achei o filme uma grande pilha de cocô.
9 Canções já começa broxante, com um carinha filosofando no Pólo Sul, ou Pólo Norte, sei lá. Nesse ponto, eu ainda tinha esperanças de que o filme seria ao menos interessante, apesar de achar a idéia de sexo no meio do gelo, com pinguins passeando ao lado, não ser muito excitante.
Depois, show de rock de uma banda indie. Foi quando entendi o título “9 Canções”; eu teria que aguentar nove músicas indies, sem sequer ter a oportunidade de pedir pras bandas tocarem Raul.
Acho que o casal protagonista se conhece num desses shows e vai pra casa foder. É isso, ficam fodendo por dias e dias ininterruptamente. Não fazem amor, nem sexo, só fodem. Quando dá tempo, vão a um show de rock alternativo. Infelizmente, eles não fodem durante os shows.
A falta de roteiro me incomodou. Isso é uma coisa meio irônica, reclamar de falta de roteiro em filme pornô. Mas porra, esse filme foi selecionado para o festival de Cannes, enquanto “Eu Sou o Pau”, que tem um roteiro complexo e extremamente foda, não foi! Putaqueopariu, fiquei muito puto com isso.
“Mas as cenas de sexo, senhor Alan, dão pra manter o powerguido?” Absolutamente não. As cenas de sexo de 9 Canções são até que bonitinhas e bem filmadas, mas são uma droga. Eu fiquei me perguntando o que havia de errado com aquelas cenas. Seriam os atores? A mina é magrela e nem tem peitão. O cara aparece da cintura pra cima, fato que não pode acontecer em um filme pornô.
Mas não, os atributos físicos dos atores não são o problema. Eles são pessoas normais, beleza. Eu gosto de filmes amadores, então não tenho nada contra a gente de verdade em frente às câmeras. Na realidade, o que há de errado nessas cenas são outras coisas. Por exemplo, não há química entre os atores.
O casal é bem fraquinho, fazem sexo com nojinho. O cara nem pra dar uns tapas na bunda da mulher, virar ela de quatro e gritar “Oh yeah, biatch!”. A mina nem pra gemer e gritar “Harder! Harder! Cum on my face!”. Lamentável.
Faltam os absurdos surrealistas, tradicionais no gênero pornô. Tipo uma garota andando no meio da floresta, daí aparece o Pé-Grande, do nada, vestido de Carmen Miranda e pega a mulher e faz sexo por 3 horas seguidas com ela. Tá bom, não precisava de nada tão surreal assim, mas quando a coisa é muito realista e conservadora, como as cenas de sexo desse filme são, tudo perde a graça. O legal do filme pornô é ver coisas que não se vê ou faz todo dia.
Há um momento, porém, que rola um absurdo básico. O cara manda uma hipnose na mina no meio do sexo. Meu, eu nunca vi esse tipo de coisa na vida, caralho. Fiquei imaginando aquele sujeito que faz as pessoas comerem cebola fazer isso com a esposa dele no meio da transa.
Para o meu desgosto, entretanto, a tal da hipnose não foi bem explorada nessa cena. Se vocês pararem pra pensar um pouco, as possibilidades seriam infinitas. Depois disso, o filme volta à sua programação normal de sexo seguido de rock ruim. Tem uma hora lá que eles cheiram cocaína, mas não lembro se eles cheiram o pó um no corpo do outro. Talvez o diretor tenha achado que isso seria clichê, eu acho que teria quebrado um pouco da monotonia.
Não aguento mais ter que relembrar de 9 Canções. Apenas não assistam a esse filme e, se já assistiram, meus pêsames. Se foderam.
Assisti a 9 Canções recentemente. O filme é uma merda. Eu deveria ter acabado este texto na frase anterior, pois merda é merda e eu não gosto de ficar discutindo sobre merdas. Mas hoje, excepcionalmente, estou me sentindo não-muito-preguiçoso, portanto vou dizer porque achei o filme uma grande pilha de cocô.
9 Canções já começa broxante, com um carinha filosofando no Pólo Sul, ou Pólo Norte, sei lá. Nesse ponto, eu ainda tinha esperanças de que o filme seria ao menos interessante, apesar de achar a idéia de sexo no meio do gelo, com pinguins passeando ao lado, não ser muito excitante.
Depois, show de rock de uma banda indie. Foi quando entendi o título “9 Canções”; eu teria que aguentar nove músicas indies, sem sequer ter a oportunidade de pedir pras bandas tocarem Raul.
Acho que o casal protagonista se conhece num desses shows e vai pra casa foder. É isso, ficam fodendo por dias e dias ininterruptamente. Não fazem amor, nem sexo, só fodem. Quando dá tempo, vão a um show de rock alternativo. Infelizmente, eles não fodem durante os shows.
A falta de roteiro me incomodou. Isso é uma coisa meio irônica, reclamar de falta de roteiro em filme pornô. Mas porra, esse filme foi selecionado para o festival de Cannes, enquanto “Eu Sou o Pau”, que tem um roteiro complexo e extremamente foda, não foi! Putaqueopariu, fiquei muito puto com isso.
“Mas as cenas de sexo, senhor Alan, dão pra manter o powerguido?” Absolutamente não. As cenas de sexo de 9 Canções são até que bonitinhas e bem filmadas, mas são uma droga. Eu fiquei me perguntando o que havia de errado com aquelas cenas. Seriam os atores? A mina é magrela e nem tem peitão. O cara aparece da cintura pra cima, fato que não pode acontecer em um filme pornô.
Mas não, os atributos físicos dos atores não são o problema. Eles são pessoas normais, beleza. Eu gosto de filmes amadores, então não tenho nada contra a gente de verdade em frente às câmeras. Na realidade, o que há de errado nessas cenas são outras coisas. Por exemplo, não há química entre os atores.
O casal é bem fraquinho, fazem sexo com nojinho. O cara nem pra dar uns tapas na bunda da mulher, virar ela de quatro e gritar “Oh yeah, biatch!”. A mina nem pra gemer e gritar “Harder! Harder! Cum on my face!”. Lamentável.
Faltam os absurdos surrealistas, tradicionais no gênero pornô. Tipo uma garota andando no meio da floresta, daí aparece o Pé-Grande, do nada, vestido de Carmen Miranda e pega a mulher e faz sexo por 3 horas seguidas com ela. Tá bom, não precisava de nada tão surreal assim, mas quando a coisa é muito realista e conservadora, como as cenas de sexo desse filme são, tudo perde a graça. O legal do filme pornô é ver coisas que não se vê ou faz todo dia.
Há um momento, porém, que rola um absurdo básico. O cara manda uma hipnose na mina no meio do sexo. Meu, eu nunca vi esse tipo de coisa na vida, caralho. Fiquei imaginando aquele sujeito que faz as pessoas comerem cebola fazer isso com a esposa dele no meio da transa.
Para o meu desgosto, entretanto, a tal da hipnose não foi bem explorada nessa cena. Se vocês pararem pra pensar um pouco, as possibilidades seriam infinitas. Depois disso, o filme volta à sua programação normal de sexo seguido de rock ruim. Tem uma hora lá que eles cheiram cocaína, mas não lembro se eles cheiram o pó um no corpo do outro. Talvez o diretor tenha achado que isso seria clichê, eu acho que teria quebrado um pouco da monotonia.
Não aguento mais ter que relembrar de 9 Canções. Apenas não assistam a esse filme e, se já assistiram, meus pêsames. Se foderam.
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