sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Minha Chefe Leu Aquele Texto e Me Fodi

No final da tarde daquela sexta-feira, 3 de agosto de 2012, fui ao banheiro dar a última cagada em horário comercial e esqueci meu computador desbloqueado. Um erro honesto que, geralmente, tinha como consequência apenas um Vampeta pelado como papel de parede. Senti um fio de suor gelado descendo pela minha nuca quando retornei e vi minha chefe lendo o último texto que postei neste blog.

Pode parecer óbvio agora, mas não me ocorreu que deixar este site aberto, com um "BUCETA! CARALHO!" no meio da tela desbloqueada pudesse chamar a atenção de alguém. A gente vai vivendo e aprendendo.

Minha reação automática foi tentar explicar que aquele era apenas um texto idiota que um amigo tinha me enviado, mas o gênio aqui é o único membro deste blog que postava usando o próprio nome. 

"Você também se formou em Letras. É arte. Você entende.", eu disse, sem muita confiança. 

"Entendi sim. Entendi que você é um pervertido filho de uma puta."

"Acho que o mínimo que posso fazer é gastar o resto do meu VR te pagando uma cerveja, sabe, pra compensar ou sei lá."

Sinceramente, eu tava torcendo pra ela negar e me demitir por justa causa de uma vez. O VR na época era só 17 reais por dia e o pouco que conseguia economizar estava reservado pra um litrão de Cantinho do Vale, que seria entornado misturado com lágrimas. Sozinho. Jogando Pokémon Gold. Emulador, é claro. 

"É o mínimo. Tem um lugar aqui perto que eu gosto. E a cada olhada que você der pras minhas pernas, vou pedir um drink mais caro." 

A vergonha de ter sido exposto estava me causando pontadas de ansiedade no estômago. A ficha não caiu de que talvez eu pudesse ver um pouco mais de ação do que ganhar uma insígnia de um ginásio Pokémon naquela sexta. Murmurei um "T-tá bom, senhora.", e a segui enquanto ela caminhava em direção à saída. 

Ela usava um vestido preto justo. O salto destacava suas panturrilhas definidas e pernas grossas. Sob a luz do elevador, as sardas de seus ombros ficavam mais visíveis. Os cabelos loiros curtos deixavam seu pescoço completamente exposto, que parecia ter uma gravidade própria da qual meu olhar não conseguia escapar. O cheiro do suor, típico de um final de sexta-feira, parecia fazer a temperatura do meu sangue aumentar a cada segundo. A ansiedade estava, aos poucos, sendo substituída pela vontade de beijar cada uma de suas sardas. Beijar e beijar, subindo lentamente para o pescoço e 

"Acho que vou fazer você pagar meu almoço o mês inteiro. Só algumas bebidas é muito pouco. Eu sei muito bem como punir safados punheteiros como você."

A ameaça me tirou do transe. Se ela achava que conseguiria me intimidar, acertou. Meu VR mal dava pra mim, como conseguiria pagar o almoço dela? 

"S-senhora por favor, eu vou passar fome."

"Era pra eu sentir pena de você? Vai ter que aprender a implorar melhor."

Meu medo era ser levado pra um bar de playboy. Na hierarquia do mundo corporativo, chefes raramente almoçam com os peões. Preferem frequentar lugares mais caros. Sem chance dela beber nos botecos boca de porco que eu frequentava religiosamente na Augusta, com seus preços populares e clientela bem vivida. Nem os passos confiantes e graciosos daquela mulher, com aquela bunda arrebitada pelos saltos que usava, se movendo de forma hipnotizante à minha frente, eram capazes de tirar da minha cabeça o terror de ter que pagar 50 reais numa caipirinha. 

Na entrada do bar tinha até segurança de terno. Puxei minha chefe de lado e, quase chorando, disse que não tava com grana pra um lugar daquele. Perguntei, todo nervoso, se a gente não poderia ir pra um boteco raiz. "Não. Esse é o meu bar favorito e estou com sede." 

"E se eu te compensar de outra forma? Eu posso fazer todo seu trampo por quanto tempo você precisar, talvez preparar suas marmitas por um mês, posso até lavar suas calcinhas se você quiser, por favor."

"Você vai fazer o que eu quiser?"

Pensei em responder "depende", porque né, vai saber no que ela tava pensando. Só sexo, como numa fantasia de pornochanchada, parecia bom demais pra ser verdade. Mas eu não estava em posição de negociar. Além de me demitir, o que sairia barato, ela podia mandar aquele texto pra todo mundo. Podia me denunciar pro RH. Chamar a polícia. Me prender. 

"O que você quiser. Eu só não tenho grana pra gastar assim." 

"Você vai se submeter às minhas vontades até eu julgar que você pagou pela putaria que fez? Vai se entregar totalmente aos meus comandos, sem questionar?" 

"Sim."

"Então está combinado. Você vai fazer o que eu te mandar. E lavar minhas calcinhas. "

Algo no tom de voz que ela usou deu a entender que eu tinha me fodido. 

Atendendo ao seu comando pra arranjar um local em que eu me sentisse confortável, fomos a um motel velho conhecido meu nos arredores do baixo Augusta. Fiquei aliviado por um tempo, pois no final das contas seria só a clássica dívida paga com sexo. Eu mal podia esperar pra mergulhar de cabeça na buceta dela e sentir aquelas pernas grossas apertando meu rosto e me fazendo derreter de suor. E a melhor parte: sobraria uns trocados no VR pra comprar meu Cantinho do Vale depois da madeirada. Uma rara vitória da classe trabalhadora. 

Enquanto subíamos as escadas pro nosso quarto, um filme se passava pela minha cabeça. Minhas mãos agarrando a nuca dela, minha língua explorando lentamente seu pescoço enquanto o cheiro daquela pele me dominava e conduzia minhas ações. Meu pau quase rasgando nas calças, louco e desesperado pra ser engolido entre aquelas coxas suculentas, mas minhas mãos, boca, língua, com paciência, conhecendo cada curva, cada pêlo, cada gosto daquele corpo. A mão dela agarrando meu pau com força, seus olhos  verdes fervendo cada célula minha e implorando pra eu tirar as roupas. Mas o meu maior desejo era sentir o gosto da buceta dela, e quando finalmente minha língua tocasse sua calcinha, nem Deus teria força suficiente pra separar meu rosto daquela xoxota. Nossos corpos entrariam em combustão instantânea de tanto gozar, a força tectônica dos orgasmos causaria tsunamis até em Minas Gerais, o primeiro sinal de vida inteligente que uma civilização alienígena a 300 anos de luz de distância detectaria seria a radiação gerada pela explosão do nosso climax, os gritos da minha chefe estourariam mais tímpanos que a erupção do krakatoa, nosso suor causaria o equivalente a 1500 anos de erosão do solo, a buceta dela apertaria minha rola com tamanha força gravitacional que ela colapsaria numa singularidade e ficaria mais dura que adamantium e a ruptura do espaço tempo me faria gozar simultaneamente em todos os multiversos, as unhas dessa mulher rasgariam completamente as minhas costas e o cheiro do meu próprio sangue misturado com o suor dela faria meu caralho latejar e vibrar numa velocidade de 7 vibrações por milésimo de segundo fazendo ela gozar mais vezes em 1 minuto do que todas as fêmeas de bonobos vivas em um dia, a potência da nossa voracidade sexual seria tamanha que geraria uma força telepática tão poderosa que o Professor Xavier começaria a orgasmar telepaticamente de forma descontrolada e conectaria as mentes de todos os homens e mulheres via Bluetooth telepático ao redor do mundo num êxtase coletivo, aviões cairiam, Cristiano Ronaldo erraria um pênalti enquanto se contorcia de prazer no chão, Donald Trump e Vladimir Putin perderiam o controle de tanto esporrar e apertariam o botão vermelho e o colapso nuclear mais delicioso deste canto do universo queimaria toda a humanidade em um cogumelo atômico do tamanho da pica do Cthulhu. 

"Senta naquela cadeira. Eu vou no banheiro e já volto", ela me disse assim que entramos no quarto. Tudo que eu mais queria naquele momento era um gole de Cantinho do Vale, pra acalmar os nervos. A noite prometia ser longa. 

Minha chefe voltou do banheiro carregando um livro. "Hmmm Kama Sutra... Chefe, eu não sabia que você era tão safada." 

"Kama Sutra? Faça-me o favor. Isso aqui é a Bíblia Sagrada. E safada é o caralho. Alan, você é um punheteiro, pervertido, vagabundo, filho da puta. O que você precisa é de Jesus."

"Como assim, chefe? Tentando me converter num quarto de motel?"

"Eu preferia ter conversado sobre isso no meu bar favorito. Mas se você prefere um motel sujo e barato, quem sou eu pra julgar. A misericórdia de Jesus alcança até os antros mais profanos de pecado." 

"Chefe, mas..."

"Alan, de agora em diante, você vai no culto todo domingo no meu templo. Você vai ler essa bíblia diariamente. E você vai lavar minhas calcinhas."

Peguei a bíblia, saí daquele quarto, passei numa adega, comprei meu Cantinho do Vale e fui pra casa jogar Pokémon Gold. Emulador, é claro. 

Com o tempo, consegui me livrar de ir pra esses cultos. Mas minha chefe não permitiu que eu parasse de lavar as calcinhas dela, sob ameaça de imprimir todos os posts do Disque P Para Porno e enviar pra minha vó. 

No começo desse ano, ela se mudou pra outro país com o marido e finalmente fui absolvido da minha punição. Se alguém estava se perguntando por que nunca mais postei nada, é isso aí. 

domingo, 28 de julho de 2013

As incríveis aventuras de Simone de Beauvoir no país dos cacetes. Parte I.


J. L., o sueco.

Eu não transei, de fato, com o sueco. Decidi incluí-lo no diário porque ele foi uma experiência totalmente diferente de tudo que já tinha me acontecido, vale o registro.

A gente se conheceu num desses sites de exibicionismo na web cam,. Eu estava com problemas de autoestima e pensei que seria uma boa ideia retornar ao velho cam4. E foi. Comecei a me exibir no cam4 e as pessoas ficavam me elogiando, perguntando se era vídeo, não acreditando que era ao vivo, real, grátis e amador. Foi bem gostoso, mas o cam4 logo me sabotou e encerrou minha sessão pedindo que eu enviasse um documento comprovando que era maior de idade. Aí fiz um skype fake (nota-se que eu queria MESMO ser bem puta), passei pra galera que tava me assistindo e fui embora. Em menos de 30 segundos, adicionei 20 contatos e esperei algum me ligar.

O primeiro cara foi chato. Vi o pau dele, que era bonito e grosso, mas não senti o mínimo tesão. Fiquei lá às vezes fazendo o que ele me pedia, às vezes não e esperei que ele gozasse. Logo que terminou, eu me despedi e fui logo para o próximo. Meu plano inicial era fazer 450 homens gozarem, confesso, mas o sueco apareceu antes.

Começamos a nos falar e eu fiquei realmente impressionada com a aparência dele. Do jeito como a câmera estava posicionada, eu conseguia ver um pau enorme e grosso e muito bonito com 2 piercings. Um pertinho da cabeça e outro no comecinhozinho do saco, quase na base do pau. E eu nunca curti piercing genital em homem, achava que me daria aflição e tudo mais. Mas os dele eram lindos, lindos, lindos. E o pau! Poucas vezes vi um pau tão convidativo, sério. Era enorme, grande mesmo, e grosso na medida certa. Reto. Bonito, mesmo, agradável de olhar. Dava pra ver um piercing no mamilo também, algumas tatuagens, uma barba loira quase ruiva e dreads que iam até a cintura, provavelmente. Lindo, lindo, lindo, lindo.

Começamos a nos falar e ele foi pedindo pra eu fazer coisas. Muito educado, mas safado ao mesmo tempo. Pediu pra ver meus seios, primeiro. Eu mostrei bem devagar. Abaixei uma alça da blusa, depois a outra, subi de novo, acariciei ainda com a roupa, quase mostrei um... e assim por diante. Dava pra ouvir ele gemer e se deliciar com cada surpresa nova sobre o meu corpo. Depois pediu pra eu tirar o shorts devagar e continuar de calcinha. Eu adoro homens que sabem apreciar calcinhas e gostam de ver uma mulher tirar a roupa devagar. Pontos, muitos pontos. Daí tirei de costas fazendo bastante gracinha também e ele surtando do outro lado. Conforme ele foi pedindo, tirei a calcinha, mostrei meus pelos e perguntei se ele gostava assim ou de tudo lisinho. Óbvio que ele disse que gostava assim. Pediu pra eu colocar um dedo, dois. Pediu pra eu gozar com ele e pra mostrar pelo menos a boca enquanto eu gozava. Não deu, ele gozou e eu ainda ia demorar muito, mas fiz de conta pra não quebrar o clima.

O problema é que eu estava verdadeiramente excitada e queria mesmo ter gozado. Tentei disfarçar e esperar até que ele ficasse a fim de novo, mas depois de uns cinco minutos de conversa eu disse a ele que precisava gozar de novo, perguntei se ele topava me esperar e se gostaria de assistir. Ele concordou, claro. Eu fui provocando tudo de novo e fui vendo o pau dele crescer de novo e ele se excitar, morder os lábios... um tesão absurdo. Gozamos praticamente ao mesmo tempo e foi delicioso. Fiquei com muita vontade de colocar o pau dele na boca, deixar limpinho, sentir pulsando no fundo da garganta. Queria muito dar pra ele, de verdade.

Aí ficamos conversando por um tempão. Eu me vesti, fiquei sentada e conversamos. Foi um papo bem gostoso, leve. Ele elogiou meu desempenho, disse que só tinha visto amigas dele na web cam, até então, eu confessei que também não sou muito experiente e assim o assunto voltou ao sexo.

Ele disse que pensou que eu estivesse ganhando grana com a exibição lá no site, falou que eu pareço profissional e que sou gostosa. Aí, sem nenhuma intenção, ele foi dizendo o que gostaria de poder fazer comigo. E ele descrevia tão bem e acertava o tempo todo sobre o que eu gosto. Falou que queria me colocar de bruços na cama e enfiar o pau em mim bem devagar até o fundo, até doer. E aí ia tirar devagarinho, colocar de novo até o fundo e continuar até que eu não aguentasse mais e implorasse pra ele me foder bem rápido. E disse que ia me beijar enquanto fazia isso. Diz, TEM COISA MELHOR QUE UMA FODA LENTA POR TRÁS COM BEIJO NA BOCA? Não tem. Disse que depois ia me virar de frente, lamber meus seios devagar, mordiscar meus mamilos e me colocar por cima. Que ia apertar minha bunda e puxar meus quadris em direção ao pau dele até entrar tudo o que coubesse. E que pau, meu Deus, que pau maravilhoso!

No meio dessas conversas, eu fiquei excitada de um jeito que nunca tinha acontecido. Eu nunca tinha sentido meus mamilos endurecerem sem toque nenhum. Aliás, meus mamilos costumam demorar muito pra responder, muito mesmo. E eu ali, até sentindo dor de tudo tão duro. E só de ler o que o cara falava, ouvir a respiração, ver aquele pau crescendo de novo e ver minha própria imagem também. Fiquei muito excitada, não consigo explicar. Fiquei absurdamente molhada e sem nem avisar já fui metendo a mão pra dentro da calcinha e me masturbei deliciosamente, como há tempos eu não fazia. Ele gozou bem antes de mim, mas dessa vez eu não quis parar. Continuei ainda um tempão me masturbando e lendo o que ele falava pra me excitar, olhando os cabelos... Gozei feito louca.

Conversamos mais um tempão e nos despedimos. Espero reencontrá-lo no Skype e visitar a Suécia.


Trepada virtual nota 10.

Simone de Beauvoir.

domingo, 21 de julho de 2013

Miss Vingança

Paula acordou animada, não era um dia como outro qualquer, hoje ela teria a recompensa pelo esforço que tinha feito nos últimos dois anos. Ela tinha o sonho, que tantas outras garotas com 18 anos tem, ganhar o concurso de Miss Brasil. Ok, o sonho realmente não era ser coroada, e sim os benefícios que o titulo lhe daria.

Já tinha tentado entregar seu book em diversas agências, perdido a conta de quantas vezes foi rejeitada, talvez por ter um padrão brasileiro que não serve para ser modelo de passarela. Não concordava com a afirmativa que ouvia quando questionava para amigos o motivo de tamanho insucesso. ''Não tem essa de cabide não, você acha que eles pagam dez mil reais por um passo pra Gisele pra ela servir de cabine? Por favor...''

Os colegas da faculdade de Direito começaram a estranhar as mudanças no visual da garota no passar dos meses. Ela tinha um corpo perfeito pra maioria dos homens brasileiros, peito de pequeno pra normal e um bundão, a sintonia perfeita. Talvez não fizesse sucesso com os americanos, fascinados por sutiãs estourando pelo peso dos seios silicionados, mas fazia a grande maioria dos seus nativos virar a cabeça quando passava.

Mas ela não estava satisfeita com aquilo, tinha que ficar no padrão CIGARRO/COCA-COLA LIGHT de toda modelo internacional. Perdeu alguns quilos visíveis, os braços ficaram flácidos, os tarados nos corredores da faculdade começaram a deixar de notar sua presença, mas os produtores da agência, que geralmente não gostavam muito da fruta, começaram a ser mais simpáticos com ela. Pra completar fez uma cirurgia no nariz.

Pulou da cama, tomou um banho e comeu a primeira fruta diurética que viu pela frente. O dia seria longo, primeiro tinha que ganhar a competição regional, pra depois competir com mais 27 garotas pelo titulo nacional. Já tinha visto as outras competidoras do estado quando foram tirar a foto das concorrentes com o governador. Sem falsa modesta, não conseguiu encontrar nenhuma com mais chances que ela. Nunca se sentiu tão confiante depois disso.

Se encontrou com as outras garotas do estado no Centro de Convenções. Se preparou mentalmente pras etapas lendo um livro de auto-ajuda, cujo nome não é importante, é uma mistura de 12 passos com um ladrão de queijo. E chegou a hora. Todas as etapas passaram, traje de banho, traje noturno, seja lá quais forem as outras. Ela chegou até as três últimas. Aquele momento em que as três finalistas ficam a beira de um ataque de nervos.

Conseguia ver seus parentes na arquibancada, seu pai imóvel, preferia que a filha fosse uma juíza do interior, sua mãe sempre sonhou em ver sua filhinha como uma boneca sendo admirada pelo mundo. Estava satisfeita. As outras duas concorrentes visivelmente não eram mais bonitas que Paula, ela tentava não pensar nisso, pra não azarar. Anunciaram a terceira colocada... ROBERTA! Nem vinte quilos de Sertralina tirariam a ansiedade de Paula nessa hora. “E a MISS desse ano é... JULIANA”. Puxaram Paula para o lado, todas as câmeras foram focalizadas em Juliana, o apresentador a coroou. Paula tentava se concentrar em seus joelhos, queria cair no chão e chorar até não aguentar mais, mas precisava manter a calma.

O sonho acabou. Frase mais do que manjada, mas eu precisava colocar no texto. Paulinha passou três dias, EXATAMENTE três dias de luto. Quando sua vó morreu ela só passou 18 horas de luto, antes de sair pro cinema com seu namorado. Agora passou três dias comendo chocolate branco e tomando fanta uva no seu quarto. De vez em quando admirava seu nariz no espelho, ela gostava mais do seu nariz tortinho, mas teve que se submeter a cirurgia pra ter mais chances de ser escolhida a mulher mais bonita do Brasil. Não conseguiu nem ser a eleita do estado. Os familiares tentavam consolar, o pai ficou feliz, agora o sonho de ver sua filha magistrada voltou a tona, pensou em comprar o Código Penal comentando do Damásio de presente, mas achou que seria uma coisa muito sugestiva. Queria uma filha juíza, principalmente pra mostrar pros seus melhores amigos, que em sua maioria tinham filhos na faculdade de medicina. Malditos médicos, pensava o pai de Paula, com seus jalecos brancos e 80 horas de trabalho por semana.

No final do terceiro dia, resolveu checar o seu orkut... dezenas de mensagens de consolo de amigos da faculdade. Msn, mais uma penca de amigos dizendo que sempre tem o próximo ano. Lembrou do arcaico email... e olha, uma mensagem com o assunto: “Paula, vc foi roubada”. Apesar do português ferrado, a mensagem chamou atenção, finalmente alguém que não tentava consolar o inconsolável.

A mensagem é um pouco extensa, então vou tentar resumir em uma frase: “Paula, você não conseguiu se eleger, pq tem a porra de uma tatuagem de borboleta na barriga”. Não é piadinha de duplo sentido, mas ela realmente ficou com borboletas na barriga quando leu aquilo. Ela já tinha sentido um pouco de desprezo de suas concorrentes quando viam a minúscula tatuagem. Sentiu nojo de ter desejado fazer parte desse mundo.

Esse conto podia ter terminado com um massacre. Olha o nome “Miss Vingança”, você ta esperando alguma coisa parecida com o Kill Bill. Paula poderia ter cortado a garganta de todos os velhos babões que julgaram o concurso, eu tenho esse poder, ela vai fazer tudo que eu escrever, mas eu estou me sentido extremamente realista hoje, então vou mandar a real, como os rappers de colégio falariam, Paula tentou seguir o plano do pai, terminou a faculdade de Direito e nunca conseguiu passar na OAB. Depois da terceira tentativa, se casou com um velho rico. Teve quatro filhos, sua tatuagem de borboleta nunca mais foi a mesma. Sua filha mais velha agora sonha em ser modelo, a mãe quer que ela seja juíza.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Poeminha anal



O cu - (por eu mesma)

O profundo
No coração de todas as nádegas
O cu em sua estrada
Até onde o cu vai?
Cu ansioso
Cu à espera, cu saudoso
Ao que sinta as paredes de sua extensão.
E àquele que teme
Mantém o cu na mão.
Cu, em sutil pressão
Cu que pisca
Êxtase, na porta traseira da vida
Cu que alucina
Por onde escorrem rios e risos de prazer
De vós, o cu quer saber
Vais dar ou comer?



quinta-feira, 30 de maio de 2013

Obrigada, pornô.

Eu, mulher, fã de pornô.

Todos os meus relatos sobre minhas preferências sexuais costumam começar com 'desde criança, blá blá blá'. Aqui, não vai ser diferente.

Desde criança - ou, para chocar um pouco menos, desde os meus 12 ou 13 anos -, tenho uma ótima relação com a indústria pornô. Sempre que tento buscar as origens do meu interesse por esse universo, pego-me lendo incessantemente as Marie Claires e Novas da minha mãe e tentando entender aqueles artigos que falavam sobre como gozar com penetração, como se masturbar no banheiro do trabalho, como sua buceta funciona, como encontrar seu ponto G. E eu, no banheiro de casa, com a porta trancada e com medo de respirar mais alto, procurava. Eu devo ter perdido a virgindade comigo mesma, sempre penso nisso.

A questão é que, desde sempre, entender de sexo e ser feliz em sua prática sempre esteve entre as minhas prioridades. A ideia de não gozar, de ser uma daquelas mulheres que não gostam de trepar ou que fingem gozar ou que inventam dores de cabeça sempre me aterrorizou. Uns culpam a astrologia, uns alegam que eu não fui amada o bastante quando criança, uns se contentam justificando minhas inclinações com uma devassidão inerente, sem começo e sem cura. Eu não tenho dinheiro para terapia e não sei de nada. Sei que, desde criança, o universo pornô foi meu maior professor e, claro, grande objeto de fascínio.

Lembro de quando eu nem tinha internet em casa, ainda, e passava as tardes no computador do meu primo enquanto ele trabalhava. Lá, vasculhando pastas à procura de garotas nuas, encontrei meus primeiros vídeos nefandos. Lembro de duas lésbicas esculturais, loiras, na beira de uma piscina, talvez um picolé. Não, mentira, acho que o picolé veio antes. Emanuelle. Antes disso tudo veio Emanuelle, é claro. Como eu pude me esquecer das noites de sábado em que eu me esforçava absurdamente para me manter acordada até o primeiro mamilo? Com sorte, até os primeiros pentelhos. Com esforços hercúleos, até a primeira cena de sexo simulado. Aquilo era deleite. Aprender as caras, os apertos nos seios, os gemidos, as jogadas de cabelo, os olhares, os movimentos do quadril. Devo muito do que sei à Emanuelle.

Mas, devo mais a Heather Brooke, minha obsessão dos quinze anos. Lembro de quando vi seu primeiro vídeo. Eu nunca tinha chupado um pau, acho, e fiquei simplesmente hipnotizada com a possibilidade de poder fazer aquilo. Como era fácil, como parecia gostoso, como minha boca ficava cheia d'água. Aos quinze, eu tinha sonhos frequentes nos quais me via de joelhos com um cacete na boca. Aos quinze, eu acreditava ser capaz de treinar minha garganta para receber os maiores paus e alojá-los ali no fundo sem desconforto algum. Eu treinei. Céus, como eu treinei. Com paus de borracha, com vibradores, com paus de verdade. Sou uma aluna muito dedicada.

Senti vontade de chorar enquanto chupava o meu primeiro pau. Foi uma das melhores experiências da minha vida. Eu senti, pela primeira vez, que estava fazendo algo que sabia fazer. Eu estava em casa. Eu sabia de cada manobra, eu sabia a intensidade da sucção, eu sabia que pau molhado desliza melhor, eu sabia que aquilo caberia na minha boca. Não foi difícil, não foi constrangedor, não foi aterrorizante. Foi, simplesmente, delicioso. E, desde a primeira vez, esperei ansiosamente sentir o gosto, a textura da porra por mim merecida na minha boca. Não aconteceu. O rapaz alegou não saber o que fazer, não saber se gozava na minha boca ou me pedia pra parar. Estávamos no meio da rua, afinal, e ele optou por me pedir pra parar. Não, não sou a Heather Brooke. Não, não me entendo com paus grossos. Porém, defendo-me afirmando categoricamente - e com alguma arrogância - já ter destruído lares (um lar, sejamos justos) com um boquete. Obrigada, Heather.

Stoya me ensinou a ser feliz com os meus pelos. Stoya me ensinou a não perder uma trepada por não estar com a depilação em dia. E, mais, Stoya me ensinou a ser linda quando peluda. Graças a ela, a seus vídeos, a suas declarações e a sua existência, amo pelos pubianos. Os meus, os dos homens e os de outras garotas. Não consigo expressar a minha decepção ao baixar uma calcinha e verificar a inexistência de um pelo sequer. É como se ali não houvesse nada de animal. Como se não fosse uma buceta, como se não fosse um grande palco de pecados e diversões, mas só uma continuação do resto do corpo, só mais um pedaço de pele. Mas a coisa é muito mais séria quando o assunto sou eu mesma. Olhar-me no espelho depois da depilação, estudar os pelos cuidadosamente desenhados, emoldurando o que eu tenho de mais secreto... caralho, eu me sinto uma puta mulher. Sinto-me feita para o sexo. Pronta, esperando, guardando um mundo de sujeiras deliciosas dentro da calcinha. E acariciar meus próprios pelos antes de dormir, sentir a textura, colocar-me em contato com a minha natureza e com os meus cheiros ali impregnados é um exercício de amor.

Mas Stoya não é só isso. Stoya me ensinou, também, a me divertir na cama. A conversar, a trocar baixezas no ouvido ou aos berros, ou gemendo e olhando nos olhos. A rir, a me exceder, a agir com a mesma naturalidade com que ajo quando, sei lá, bebo água. Ela me ensinou que, sim, meu rosto pode ser observado durante o sexo e que, sim, eu devo ser tão bizarra quanto todo mundo, mas é por ali que meu tesão vaza. É aí, na minha boca se contorcendo, nos meus olhos não sabendo pra onde olhar, nos meus dedos sendo mordidos. É aí que quem está me comendo tem a comprovação - ou não - do meu prazer. E nós sabemos que isso faz gozar. Obrigada, Stoya.

Quero terminar agradecendo a Lorelei Lee e a Annette Schwarz. Por me mostrarem que eu também posso me excitar sendo dominada por outra mulher. Que funciona. Que eu posso me sentir tão humilhada quanto gosto de me sentir por um homem. Que eu posso apanhar de uma mulher, que eu posso obedecer a uma mulher, que eu posso olhar para cima esperando a próxima ordem e não me sentir uma farsa. Obrigada, lindas, por me apresentarem a sujeiras que eu ainda não havia admitido a ninguém, por me mostrarem cantos desse mundo perverso que eu ainda não percorri, por me incentivarem a procurarem parceiros dispostos a andarem de mãos dadas comigo nesse mundo molhado, barulhento e exagerado que eu ainda desconheço.

A ideia inicial do texto era explicar que eu não costumo me masturbar assistindo a vídeos pornôs, mas errei a mão.

Mina Vieira

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Se Minha Chefe Ler Este Texto Fudeu


Um dos momentos mais felizes da minha vida é quando uma nova fantasia sexual surge na minha mente. Fantasias sexuais são como presentinhos divinos surpresas, nunca se sabe quando vão aparecer ou como serão, muito menos se você vai se sentir bem depois de ter imaginado a tal perversão da vez. 

Fantasias sexuais podem durar anos ou minutos. Algumas eu consigo superar depois de uma punhetinha de cinco minutos, não importa o quão excitante a fantasia seja, nunca mais vai me inspirar uma masturbação. Outras fantasias, por sua vez, duram anos. Há algumas imagens recorrentes que estão enraizadas na minha cabeça desde que eu era um pré-adolescente. 

Ultimamente tenho prestado atenção em como minhas fantasias surgem, para entender melhor como meu cérebro funciona. Há um mês eu tive uma fantasia sexual nova. Surgiu no meio de uma tarde, assim, do nada. Eu mal podia esperar para chegar em casa logo e testar meu novo presentinho. Essa fantasia envolvia minha chefe, o que é curioso, pois nunca achei ela bonita e nem um pouco atraente. Ela costuma se vestir de um jeito meio chato, sem mostrar pele nenhuma, sem mostrar as formas do corpo. Mas nesse dia em específico, ela foi com um vestido que revelava um pouco de suas pernas. Nesse dia, por causa de umas mudanças que estavam rolando lá no trampo, tive que passar o tempo inteiro numa sala menor com ela, trabalhando ao lado dela, bem próximo dela. Bastava que eu olhasse um pouquinho pro lado pra ver as pernas dela. Aí minha mente começou a trabalhar.

Vários elementos contribuíram para que meu cérebro criasse essa nova fantasia. Eu estava no trabalho. Tive que me deslocar de casa até chegar lá e, no caminho até o trampo, vi inúmeras jovens garotas no ônibus e no metrô, estive próximo delas e tal, e muitas delas me atraíram. Impossibilitado de satisfazer meu desejo sexual por elas, tive que reprimir o tesão a cada vez que olhava um pouco pra baixo e via uma bunda bem delineada por uma calça legging. Cheguei no trampo já meio frenético. 

O outro elemento é o lance da autoridade. Não sou um líder natural, sou muito preguiçoso pra isso. Me mandem fazer, me paguem e eu faço. Não gosto do stress de ter que guiar um grupo de pessoas. Acho que por isso tenho tesão em comer de forma bem selvagem qualquer mulher que tenha alguma autoridade sobre mim. Deve ser minha maneira de compensar pela minha falta de atitude de líder no mundo real, então na cama quero pegar minha chefe e ser totalmente dominador. Ajuda o meu tesão se a chefe em questão for meio filha da puta comigo no dia a dia de trabalho e ficar me enchendo o saco por causa de bobagem. Aí que eu quero foder ela mesmo. Ficou falando abobrinha pra mim o dia inteiro!? Agora fique de joelhos que quem manda sou eu. Engole meu pau todinho. Engoliu? Então quero ver reclamar agora.

Uma idéia que sempre alimenta minhas fantasias: mulher comprometida. Quanto maior o nível do comprometimento dela, melhor. Ela tem um caso com algum carinha? Bom. Ela tem namorado? Melhorou. É casada? Meu pau explode. Porque gosto de pensar que ela é insatisfeita sexualmente, que o homem dela não pega ela de jeito. Eu curto a idéia de seduzir uma mulher a ponto dela trair o cara com quem ela está. Ainda mais se ela ama o cara e nunca deixaria o mano pra ficar comigo, mas o tesão dela por mim é tão forte que ela simplesmente não consegue se segurar e temos que foder até o dia amanhecer feliz.

Pronto. Taí. Juntou meu tesão reprimido, com a idéia da chefe (que por sinal é casada) e um pouquinho das pernas dela que eu vi, fudeu. Não consegui trabalhar naquele dia, eu só pensava em dar uns pegas nela quando o expediente acabasse. Transar com ela em cima de cada uma das mesas, no chão, no banheiro, na pia da copa, em tudo quanto é lugar. 

Desnecessário dizer que quando deu minha hora saí correndo direto pra casa pra liberar os meus espermatozoides que já gritavam em desespero para escaparem do meu saco. E essa foi uma das minhas fantasias one punheta stand. Durou os minutos da masturbação e nunca mais retornou. Foi bom enquanto durou, pelo menos. 

Punhetas derivadas de fantasias sexuais são bem agradáveis, pois sei que é uma situação só minha. Mesmo que o contexto seja clichê, tudo se desenrola do meu jeito. É uma experiência de que só eu desfrutarei. 

Porém, muitas dessas minhas fantasias sempre ficarão apenas no campo da imaginação. Não porque sejam absolutamente impossíveis de serem realizadas de fato, mas é que já idealizei cada uma delas demais. Não existe possibilidade de eu comer minha chefe no mundo real e ser tão bom quanto na minha fantasia. Talvez ela não curta tomar uns tapas na cara, e descobrir isso seria triste e arruinaria todos os lindos momentos que passei com ela nos poucos minutos de punheta que bati pensando em suas pernas. 

Cara, eu realmente espero que minha chefe não leia isso.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cansei de Pornô


Cansei de pornô. Ainda vejo diariamente, mas cansei. É sempre a mesma coisa, as mesmas atrizes, os mesmos tipos de cena, cansei. Após anos vasculhando a internet procurando todo tipo de pornô já produzido, posso afirmar que já vi de tudo. Nada me surpreende mais. Então acabei cansando de pornografia. Estou tão enjoado das artes pornográfias que um dia desses percebi que não aguento mais ver a Monica Mattos pelada. Nunca esquecerei aquela manhã. Acordei com meu pau tão duro que não me deixariam entrar num avião, pois certamente eu poderia esfaquear alguém com meu membro e tomar controle da aeronave. Apesar da ereção, eu estava com tanto sono e tão tonto por ter acabado de acordar que não conseguia pensar em algo para satisfazer minhas necessidades sexuais primais. Minha mente logo buscou automaticamente a cena mais fácil para alimentar minha masturbação e, obviamente, a tal cena envolvia a Monica Mattos. Mas nem me empolguei, pois percebi que tava enjoado dela. Fiquei assustado por alguns segundos, afinal é meio estranho você enjoar de ver alguma mulher pelada, bom sinal isso não é. Foi então que uma idéia surgiu em minha mente, uma idéia bem sexy que aumentava a cada momento até atingir o ápice e meu sangue entrar em ebulição: eu precisava ver a Monica Mattos. Vestida. 

Sinceramente eu nunca tinha visto essa mulher vestida, ou pelo menos vestida com uma roupa normal. Muito menos tinha visto ela falar, sabe, como uma pessoa normal que tem mais que "me come", "me fode", "goza na minha cara" em seu vocabulário. Busquei alguma entrevista dela no youtube. A entrevista obviamente falava de sexo, mais especificamente de sexo anal. Diminuí o volume da conversa pois oras porras, eu não queria que a Monica Mattos falasse de putaria naquele momento, queria que ela fosse uma garota normal pra me ajudar a me livrar da minha ereção.

Tudo ficou ótimo depois que dei mute no volume. A Monica Mattos e a outra garota conversavam sobre sexo anal, mas imaginei que elas estavam conversando de tricô ou sei lá sobre o que mulheres conversam quando não estão falando de sexo anal. A masturbação matutina, como todo homem deve saber, é um desafio. O corpo ainda tá meio dormente, portanto é necessário um certo esforço para alcançar o clímax. Então quando o vídeo estava chegando no final, comecei a me desesperar, pois se a entrevista acabasse e eu não tivesse gozado, teria que repeti-la desde o começo, e para isso teria que interromper o ritmo frenético da minha masturbação, desta forma quebrando o clima, me fazendo perder todos aqueles minutos que ocasionariam no meu atraso para o trabalho. 

Eu me concentrei bastante e estava muito feliz, pois parecia que conseguiria me livrar daqueles espermatozóides um pouco antes do vídeo terminar. Eis que a Monica Mattos para a entrevista e começa a lamber o pé da entrevistadora. Broxei foda. Tudo tava indo tão bem, a Monica Mattos tava sendo tão gracinha e tão normal falando de sexo anal com o som mutado, o que me permitia contruir uma fantasia de duas amigas inocentes conversando sobre bolinha de gude, e aí ela faz essa pornografia assim do nada? Quem lambe o pé de outra pessoa no meio de uma conversa? 

Fiquei muito triste e frustrado, tanto que nem recomecei a punheta. E punheta mal sucedida é uma das piores frustrações do ser humano. Foi aí que decidi que cansei de pornô. Essas atitudes pornográficas de lamber o pé de outra pessoa no meio de uma conversa, de todo vídeo pornô começar com a mulher dando bundada na câmera, dos gemidos exagerados, me enjoaram absurdamente. Não aguento mais isso. Todo pornô é a mesma coisa. 

Cansei de pornô. Mas ainda vejo diariamente. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Por um pornô menos obscuro

Ouso perguntar a cada um que segue estas linhas: o que você sabe sobre pornografia? Saímos de casa, vamos ao cinema, compramos jornal, assistimos TV... Há toda uma geração de mentes jovens por aí divagando sobre arte e cultura entre uma punheta e outra, cinema e seus gêneros entre uma punheta e outra, as várias facetas do homem entre uma punheta e outra, porém... Fica claro o desconhecimento sobre assuntos mais sérios e complexos como é a meteção pornográfica.

Talvez um dia olhemos para o finado século XXI e nos espantemos com a disparidade entre o consumo de pornografia e o conteúdo produzido sobre ela. Não se trata pornografia nos cinemas ou em formatos acessíveis. Existe uma censura mórbida tal qual muralha dos bons costumes que se interpõe entre a mais linda das artes e os tópicos discutidos pelos cidadãos comuns. Um ou outro canal exibe algo lá pelas duas ou três, mas isso é tudo.

É engraçado pensar que filmes violentos como Kill Bill sejam debatidos enquanto sexo continua sendo tabu.
Isso não é de hoje. Esse é um mundinho desprezível onde a violência e o sexo habitam lugares especiais. Ambos tem seu espaço, of course. Mas enquanto a violência é aceita na cultura popular como parte indissociável desta, a pornografia não é! Isso é abismal, me pergunto como podem as maiores disparidades serem as menos notadas... Porque duas ou mais pessoas sentindo prazer não é viável como forma estética? Porque sempre esse obscurantismo de locadora, esse apagar constante de históricos, esse criar frenético de pastas invisíveis?! O rosto de repúdio, meus irmãos, do balconista na locadora, a desprezar com toda sua alma fétida e a sussurrar baixinho com sua voz sibilante a gélida palavra "punheteiro" para o bravo homem que sai às ruas em busca de prazer.

Reparo que em nosso novíssimo século a situação parece ter ficado mais obscura do que um dia já foi. Não, não sou um pessimista. Somente relato os fatos. Veio o VHS, se foram os cinemas. Veio a internet, se foi o VHS. O consumo deste tipo de material aumenta, porém, as produtoras mais sérias e respeitadas tiveram um declínio nas vendas e consequentes cortes de orçamento, empobrecendo o gênero. É absurdo. Como se restaurantes de uma região falissem pelo aumento do consumo de fast food. Nunca se bateu tanta punheta, mas como esse ato passa desapercebido e indigno de reflexão é um mistério para mim. Na mente dos jovens masturbação não tem importância, muito menos do que na de nossos pais. Estes ainda arquivavam a memória visual que apreendiam na rua para usar no chuveiro, o que requer bem mais do que você pode imaginar.

Quando condeno, me refiro a atitude tomada pela maioria que repete "qualquer coisa serve". Andei visualizando o histórico de companheiros meus enquanto eles não viam e sei bem a situação. Vídeos desprezíveis, indignos de seres humanos. Não os olhei com os mesmos olhos. Com alguns, mesmo deixei de falar. Atrizes que mais parecem bonecas infláveis. A maioria pensa no gênero somente com o pênis e em função dele.

A nossa cultura perdeu em alguma dobra do tempo-espaço a capacidade de produzir erotismo como antigamente, isto é, de forma instigante. O erotismo é indissociável da pornografia e funciona como o "gatilho" de atração. Dois animais copulando podem ser vistos no Animal Planet ou na Hustler Tv. A quantidade de erotismo é que vai definir o que é pornografia, e se você é chegado em zoofilia entende o que eu quero dizer. As coisas se passam mais ou menos assim: quando vou em um restaurante, existe um ritual e isso é do caralho. Queria que na pornografia houvesse algo semelhante. Esperamos pela mesa, escolhemos a comida com ponderação e esperamos mais. A espera é um ingrediente essencial, tanto no erotismo quanto na gastronomia (estas duas coisas que são tão próximas). Além disto, existe o ambiente, o observar do prato e o consequente deleite estético. Todas aquelas pequenas coisas que nos afastam do mero ato animal de engolir. Ainda estou aguardando um filme pornô que só tenha uma foda. E que seja no final. Duas horas árduas de paudurecimento para no fim... BUM! (ou BANG!)

A própria linguagem que circunda a pornografia... Vejamos: o ato de 'bater punheta'. Isto merece ser repensado. Porra, não se devia 'bater' punheta, mas sim... Sei lá! Deixemos essas considerações acerca da linguagem para outro dia.

Não quero entrar aqui em uma reflexão sobre a nossa sociedade puritana e como ela deveria ter mais sexo. Não se trata disso. Se trata do componente erótico, transformador, qualificador da pornografia. Na era em que o homem é a medida de todas as coisas, o que torna o mercado do pornô pré-destinado a uma mísera punheta de 5 minutos é a aridez em que os homens se encontram. Suas almas são assim, foram moldadas por máquinas onde qualquer fetiche, perversão, prazer, foi repudiado. Não existem histórias, ambientes, composições e personagens excitantes. Vemos carne e ossos e músculos se contraindo. Na época do vídeo, da revista, isso não era um problema pela falta de opção. Hoje em dia não. No que um bom vídeo da internet deixa devendo a um grande pornô? Em ambos trata-se de uma extensão da aula de anatomia. Porém no segundo há alguns enquadramentos, closes, poses, signos de perversão... A ausência disto é o empecilho que a indústria e seus consumidores inserem dentro dela atualmente. A perversão se foi e Sade se revira no túmulo. Vídeos cada vez mais curtos, mais baratos. Há um barateamento geral que não cheira bem. É preciso foder mais, infelizmente, com menos. Isso não vem de fora, o preconceito e a falta de carinho vem de dentro. Não preciso me estender: o que quero dizer é que a culpa é sua, consumidor. A pornografia só irá ser levada a sério quando o homem moderno olhar para sua mão e identificar que o prazer não habita somente o pau, mas também a mente. E a mente, meus amigos, é um parque de diversões.

Esse cenário é passível de mudanças. Avancemos, confrades, em busca do que há de melhor! Queremos qualidade! Não nos deixemos surpreender com vaginas usuais, repetições incessantes... É preciso mais Stoya, mais Sasha, mais bukakes japoneses em HD. Mais perversão! Mais sadismo! A internet é um oceano e o melhor dela pode estar apenas  alguns cliques.

Deixo a escolha, literalmente, na mão de vocês.

Desejo uma boa sorte para todos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sarah Vandella - A Batalha das Bundas 3



Se eu tivesse que fazer a difícil escolha de qual tipo de corpo feminino me atrai mais (gosto muito de todos os tipos, sério) teria que ser o da Sarah Vandella. Rostinho de anjo, pernas grossas, bunda grande e peitos siliconados. Na real, não gosto muito de peitos siliconados. Mas vejam, o universo não gosta de fazer nada perfeito. Então, geralmente uma mulher com bunda grande tem peitos pequenos e vice-versa. Há raros casos de mulheres que foram abençoadas com peitão e bundão, mas só posso concluir que o universo as desfavoreceu em outro quesito, talvez sejam malucas ou não gostem de pizza. No caso de mulher com pernas grossas, bunda grande e peitos pequenos, um discreto silicone tem meu selo de aprovação. É assim que a Sarah Vandella se apresenta em toda sua gostosura nesse vídeo. Além de gostosa, ela é branca. Não, calma, relaxem que eu não sou racista. Adoro negras, brancas, japoneas, latinas, enfim, gosto de todas. Mas sempre me atrai bastante quando uma etnia possui uma característica que é mais comum a outra etnia. Por exemplo: mulheres brancas com bundas que não devem nada às mulatas. Mais um ponto pra Sarah Vandella.

Como não sou um cara superficial, não muito pelo menos, não acho que beleza seja tudo. No caso de Sarah Vandella, ainda bem, a beleza vem acompanhada de um talento pra sexo invejável. O vídeo acima é bom em todos os sentidos. No começo, pra minha surpresa, vi que a Sarah estava conversando com a diretora do filme. Isso mesmo, quem dirige é uma mulher, o que é raro no mundo pornô. Sarah e a diretora conversam, e a diretora se mostra genuinamente impressionada com os atributos de Sarah, e é legal ver esse momento descontraído behind the scenes das duas.

Depois disso, começa o tradicional clipe com a mulher que fará parte de nossas fantasias pelos próximos minutos. Sarah dança ao som de um hip-hop, mexendo sua bunda que é filmada de todos os ângulos possíveis. A batida é boa e a Sarah sabe dançar, mais um ponto pra ela. É sempre muito triste quando uma mulher linda e gostosa tenta dançar e parece um robô enferrujado.

O clipe acaba e o sexo começa. Sarah e o ator têm uma química incrível, que nem sempre eu vejo nos vídeos pornô por aí. Eles realmente parecem que tão curtindo e, como se isso não fosse suficiente, ambos os atores atingem um lindo objetivo que toda pornografia deveria almejar: ensinar aos telespectadores como se faz. O cara manda bem, percebe-se pela expressão da Sarah. E garotas, coloquem o vídeo no minuto 20:46 e aprendam como saber mexer o quadril é uma das maiores qualidades sexuais femininas.

Essa série Batalha das Bundas (Battle of The Asses) é muito boa. É extremamente bem filmada e em todas as cenas os atores parecem que estão curtindo e fazem um bom trabalho. Bundas nunca foram tão bem retratadas na tela antes. Espero que a diretora faça uma edição brasileira da série.

De todos os vídeos dessa série pornô, esse é o meu preferido. Não que os outros tenham performances não tão boas das atrizes, mas esse tem a Sarah Vandella, e ela é uma das musas que mais protagonizam fantasias na minha mente.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

lareira


Sexy lesbians playing by the fireside brought to you by RedTube - Home of free porn videos

A sinopse é a seguinte: duas amigas de infância se reencontram. Uma pede para que a  outra durma na cama com ela, afinal, faziam isso quando crianças. Mas na contra mão de uma breve cena pornô convencional, a visita prefere dormir no quarto de visitas, como boa menina, sozinha...
Chateada, a de franjinha vai se masturbar na lareira: o que mais haveria a se fazer?
Vejam bem: até então, neste momento do vídeo que descrevo, se passaram dois minutos somente. Reparem que a história do vídeo é convincente, o cenário é aconchegante e as atrizes são lindas. Realmente lindas.
Outra coisa que engrandece o Sexy Lesbians, ainda nos seus dois primeiros minutos, é a personalidade das personagens: formam uma típica dupla de amigas opostas, mas que se completam ao mesmo tempo. Conhecemos várias dessas garotas por aí, o que torna o teatro do pornô plausível. 
São esses tipos de detalhes que faz esse um dos meus vídeos favoritos. Momentos bacanas, história plausível e posições sexuais onde nenhum cabra jamais esteve.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Clube do Livro da Stoya

Parece que a Stoya começou um clube do livro. Encontrei esse vídeo dela discutindo o livro "Men, women and children" com a Kayden Kross.



espero que ela dê continuidade a esse projeto, que parece muito legal.

sábado, 16 de abril de 2011

Não sou viciado em pornô, paro quando quiser - Fim do experimento

Já se passou quase 1 mês desde que decidi não ver mais pornografia. No primeiro dia dessa empreitada, fiz uma espécie de despedida de solteiro aqui em casa. Já que eu não iria mais ver filme pornô por tempo indeterminado, achei que seria justo reservar um dia pra uma verdadeira orgia audio-visual de sacanagem. Fiquei o dia todo vendo um montão de pornografia, emocionado, pois talvez eu nunca mais visse aqueles meus velhos amigos, os atores e atrizes, que fazem parte da minha vida.

Bom, no verdadeiro primeiro dia de minha abstinênica, minha rotina foi comum. Acordei, liguei o PC e vi um pornozinho pra despertar. Depois fui tomar café da manhã, vi umas notícias na tv e voltei pro meu quarto e vi outro videozinho pornográfico, pois as moças do tempo dos telejornais são bem atraentes e me deixam excitado. Então, deitei pra dormir mais um pouquinho e acordei logo em seguida, sobressaltado, pois esqueci que nunca consigo dormir sem antes assistir a duas pessoas (ou mais) transando. Liguei o monitor e procurei pelos arquivos de diversos sites pornô por um vídeo que fosse bom o suficiente pra me deixar bem calminho e preparado pro sono.

Algumas horas depois, acordei e fui ver outro pornozinho - dessa vez eu queria assistir a um vídeo com uma garota ruiva - pra abrir meu apetite antes do almoço. Terminei de ver a ruivinha e fui preparar a comida. Comi bastante, a refeição tava bem gostosa. Voltei ao meu quarto e vi outro vídeo pornô, de modo que minha digestão pudesse ser executada com mais conforto. Escovei os dentes e fui dar uma cochilada no sofá. Acordei 5 minutos depois. Mas que besta eu sou! Sempre esqueço que não consigo dormir sem ver dois homo sapiens acasalando.

Acordei no meio da tarde, liguei a tv e o videogame. Joguei por uns 15 minutos quando, após frequentes game overs, percebi que minha mão estava tremendo, meus olhos lacrimejando e meu nariz sangrando. Dei risada, pois sou um garoto muito esquecido. Nunca consigo desempenhar bem no videogame sem antes ver um filme pornô. Os estímulos causados por um game em meu cérebro por meio do som, efeitos visuais e o constante pressionamento de botões, combinados com a abstinência de imagens pornográficas na minha mente fazem com que meu corpo se estresse bastante.

Após o videogame, comi uma banana e me preparei pra malhar. Os pesos que uso ficam no banheiro, porém, antes de chegar lá, tenho que passar pelo meu quarto. Quando passei pelo meu quarto, vi meu PC e, quando voltei a mim, já estava na metade de um pornô hardcore de 50 minutos. Fiquei puto, pois nunca assisto a vídeos de sexo antes de me exercitar, porque isso acaba com o meu rendimento.

Claro que, após me exercitar, ví outro pornô antes de tomar banho, pois caso contrário fico tenso embaixo do chuveiro, me sinto claustrofóbico, deito no chão do banheiro em posição fetal e choro profundamente por horas sem parar. Mas como vi o pornozinho antes do banho, entrei debaixo do chuveiro feliz, saltitante e cantarolante.

E durante as semanas seguintes da abstinência de pornografia, minha rotina foi basicamente essa. Estou feliz em constatar que realmente não sou viciado em pornô. Já que atingi meu objetivo, posso largar mão dessa minha promessa e voltar a assistir meus filminhos sacanas. Mas antes de voltar a fazer isso, vou assistir a um filme pornô bem curtinho, pois não consigo ver um pornô antes de ver pornô.

sábado, 9 de abril de 2011

sábado, 26 de março de 2011

Não sou viciado em pornô, paro quando quiser

Estava eu navegando nas interwebz quando me deparo com um estudo que diz que pornografia causa impotência:

http://www.healthexpress.co.uk/news/pornography-causes-impotence-723.html

Como sou jovem, alto, moreno, viril, com sangue africano correndo nas veias, esse tipo de estudo não significa nada para mim. Porém, a leitura do artigo trouxe uma questão à minha mente: Sou viciado em pornografia?

A resposta é não. Paro quando quiser. Eu acho. Será?

Sério, estou refletindo muito aqui. Chegou um momento de auto-reflexão, de auto-descoberta, preciso percorrer partes da minha mente que nunca ousei chegar perto antes.

É difícil saber se sou viciado em pornografia assim, só parando e me perguntando sobre o assunto. A resposta seria mais fácil se eu já tivesse vendido meu microondas por 10 reais para comprar uns DVDs pornô. Ou se eu tivesse uma coleção de filmes e revistas aqui em casa. Não tenho nenhum filme "físico" aqui. Mas dei uma procurada no meu hd e achei alguns. Tenho uns 4: um japonês que achei no 4chan, mas só baixei porque os caras do site falaram que a japa desmaiava, então tive curiosidade de ver, uma curiosidade científica apenas. Tenho outro com uma mina toda tatuada, que baixei porque tô numa vibe de fazer tatuagens, então eu queria ver um filme que representasse os tatuados na pornografia. E tenho dois do Manuel Ferrara. E só.

Obviamente, isso não constitui uma coleção de um cara viciado em pornô. Porém, quantas vezes por semana eu vejo vídeos pornográficos? Bem... várias vezes. Mas isso seria vício ou comodidade? Com a internet, temos acesso a toda pornografia já concebida pela mente humana, músicas, filmes, livros, arte e besteiras em geral. Eu aproveito essa dádiva da tecnologia e consumo altas quantidades de todas essas coisas, afinal, é de graça mesmo.

Então não sei se sou viciado especificamente em pornografia ou se apenas vejo sempre porque está ao alcance de alguns cliques. Se não existisse a internet, não sei se eu veria tantos pornôs.

Bom, só há uma maneira de decidir essa questão: NÃO VEREI PORNOGRAFIA POR 1 MÊS.

Simples assim. Se eu começar a ter crise de abstinência, se eu ficar violento, se as espinhas do meu rosto sumirem, minha pele melhorar e os pêlos da minha mão caírem, terei a minha resposta.

Além de não ver mais vídeos de sexo, não verei foto de mulher pelada e só visitarei puteiros em datas comemorativas. A idéia é evitar pornografia e qualquer coisa remotamente parecida, qualquer coisa que me desperte desejos luxuriosos voyeurísticos. Darei unfollow no tuiter nas atrizes pornô que sigo. E só não deletarei os filmes que tenho no pc porque demorei muito pra baixá-los e nutro um carinho fraternal por eles, mas vou colocá-los em um pendrive, colocar o pendrive em um cofre, trancá-lo e deixar a chave com a minha cachorra (vou treiná-la para tomar conta da chave por um mês e morder meu pinto com força total, caso eu tente recuperar o precioso objeto).

Não farei sexo também, apenas amor.

À partir de hoje, sou um celibatário de pornografia. Relatarei as experiências dessa jornada aqui no blog.

domingo, 6 de março de 2011

Amor e Sexo

Claro que todos já escutaram aquela famosa música “Amor e sexo” da Rita Lee. Essa música deveria ser conhecida como a música com a letra mais sincera e verdadeira de todos os tempos. Porque sexo e amor são dois caminhos que podem se cruzar ou saírem bem longe.

Se.xo (cs) SM. 1. O conjunto das características que distinguem os seres vivos, com relação à sua função reprodutora. 2. Qualquer das duas categorias, macho ou fêmea, na qual eles se classificam. 3. O conjunto dos que são do mesmo sexo. 4. Sensualidade, volúpia. 5. Bras. Os órgãos genitais.

Amor (ô) SM. 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma coisa. 3. Inclinação ditada por laços de família. 4. Inclinação sexual forte por outra pessoa. 5. Afeição, amizade, simpatia. 6. O objeto do amor (1 a 5).

Acho que as definições dessas palavras no dicionário deveriam mudar pra letra da Rita Lee: amor sem sexo / é amizade / sexo sem amor / é vontade. Simples e claro. Sem confusão.

Não consigo imaginar dois corpos nus, fazendo sexo da maneira mais selvagem sem desejo ou amor. Algumas vezes o desejo está intrínseco no amor, porém, eu já perdi a conta das vezes o desejo agia por conta própria, sem amor e sem freio de mão.

Depois de quantas deitadas em chãos e colchões alheios, despida de qualquer roupa ou pudor, nunca senti nada do gênero do amor. Nenhum daqueles sintomas de barriga ronronando, nervosismo ou mãos suando. O máximo de nervosismo que eu sentia era em relação a minha depilação se estava “aparada” o suficiente.

Quando posto em prática, o desejo torna-se um sentimento avassalador, visto por tantos como imprudente, amoral, “coisa de gente pervertida”. Sinceramente, eu achava o desejo o melhor sentimento do mundo, não doía, não maltratava e deixa qualquer pessoa confortável após a prática.

Infelizmente, nem tudo é um mar de rosas e depois de muito saltar de cama em cama, percebemos outros com um alguém, fixo num colchão, num lado da cama e até com escova de dente própria na casa do parceiro, amante, namorado, noivo, marido. Maldito ser humano invejoso que começa a se perguntar “por que diabos não tenho aquilo?”. O sexo louco e regado de prazer não é suficiente.

A personalidade muda e ao olhar pros lados você se pergunta: “mas não pode ser essa pessoa que vai dividir o colchão e os pensamentos comigo?”. Começa um jogo de azar. Viciante, como todos os outros. Depois de poucos ganhos e muitas perdas, chega um momento em que você não almeja nem desejo e muito menos o amor. “Eu quero que tudo isso vá pra puta que pariu!”

Os novos horizontes surgem, as novas relações, os sucessos. Por um momento não importava o sexo ou amor, importava você, seu ego um pouco ferido, um pouco machucado e apenas alguém pra reparar as cicatrizes com um pouco de afeto. Nada de sexo. Até parece que aquele velho e bom entra-e-sai nunca fez parte da sua vida e quando alguém aparece falando em sexo, você solta um: “ah, porra, deixa disso!”
Num dia esquecível mas que todos dizem que foi lindo, você conhece aquela pessoa. Você gasta horas e horas conversando, rindo e se divertindo. Estranhamente você nunca se sentiu tão bem, tão confortável, tão querido e... E por que não amado? E que ama de volta? Você nunca saiu tanto na sua vida! E nunca sorriu tanto...

Oh! Oh não! É o amor! É apavorante no começo. Você se sente desconfiado, pois está em terras estranhas pois essas não envolvem apenas cama. Envolvem cama, mesa e banho – não que sexo não possa ser feita em ambas... Ora, vocês me entenderam.

A intimidade, os afagos, a identificação. A vontade de fazer o outro feliz e se sentir feliz. Eu chamo isso de “eu não quero fazer sexo, eu quero fazer amor”. É brega, é clichê, mas passa um momento e você sente que sempre quis dizer aquilo. É um nervosismo minutos antes e uma alegria minutos depois.

Eu poderia finalizar esse trecho de “Amor e Sexo”: sexo vem dos outros / e vai embora / amor vem de nós / e demora. Infelizmente, não vou. Amor e sexo andam juntos e são fascinantes, parece a mistura de limão, tequila e sal. Sexo por sexo é egoísta, é capaz de machucar, mas usado na medida certa, oh, céus, é incrível.

Acho que já estou velha demais pra tudo isso, passei da idade, alcancei outro estágio da vida... Mas nunca irei deixar de lado o sexo ou minhas lembranças.

Escrito por Augusta Teixeira.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Mulher do Próximo.

Foi no final do ano passado que me falaram pela primeira vez desse livro do jornalista Gay Talese (nossa, que coisa mais cool, hein, um texto sobre um livro de jornalismo literário no disque p?). Imediatamente, fiquei curioso. A obra parecia bastante interessante e prometia render muitas idéias a serem desenvolvidas aqui no blog, afinal "Se com uma lida de 'Snuff', um livro de ficção sobre um filme pornô, consegui escrever um texto que considero relativamente interessante, porque não com um livro todo que fala sobre comportamento sexual?", pensei eu. Então, depois de esperar um tempo, terminei hoje a leitura desse livro.
Bastante interessante e ilustrativo, o livro descreve fatos como ficção, algo típico do jornalismo literário, e dá nome às pessoas que fizeram a revolução sexual nos Estados Unidos na era pré aids: ele começa falando sobre uma foto de uma moça, Diane Webber, a mulher que mais fez nus naqueles tempos em que seu avô ainda transava com a sua avó para fazer filhos, então segue e nos apresenta o jovem Hugh Hefner e mostra como ele criou seu império e se tornou um dos homens mais invejados do mundo; além dos nos apresentar em detalhes as comunidades nudistas pioneiras em troca de casais, seus membros fundadores, suas origens filosóficas e idéias como liberdade e igualdade sexual, além de nos mostrar as inúmeras batalhas legais que foram travadas até permitirem que hoje pudéssemos escrever nesse blog sobre o que escrevemos sem sermos acusados - pelo menos pela lei - de sermos obscenos e terminarmos presos por isso.
Talese não apenas escreve sobre o que pesquisou em livros ou em entrevistas, ele escreve o que ele viveu e experimentou - e isso é um baita de um spoiler, mas tudo bem, o livro fez 31 anos esse ano, mais velho que qualquer um que vá ler esse texto, acredito eu. Mas fato é que, entre as salas de massagem e os campos de nudismo, o escritor nos apresenta os homens e mulheres que lutaram pela liberdade de fazer o que quisermos com nossos corpos e nos desprendermos das idéias de posse, de repreensão sexual e aceitarmos que todos podemos e devemos experimentar viver do jeito que quisermos - nossa, que coisa de auto ajuda, talvez não seja isso que o livro queira dizer, na verdade, mas em partes ele nos mostra como, por causa de tudo o que aconteceu a essas pessoas, hoje as moças não têm que esconder que são seres sexuais, que se masturbam quando sentem vontade e que gostam de fazer sexo. O livro mostra que os homens e as mulheres, desde os anos 80, aprenderam a aceitar melhor esse fato. E viva a essas pessoas!
Antes de ler "A mulher do próximo", pensei que essa, talvez, seria uma fonte inesgotável sobre o assunto e que eu seria capaz de comentar sobre cada um dos aspectos do livro numa super postagem no blog, mas não é bem assim que a banda toca. Não é mesmo. Está cada vez mais difícil, para mim, escrever qualquer coisa. Algo que me agrade, então, é quase impossível e, quando ela acontece, existe algo que me faz pensar que talvez fosse melhor não ter escrito, que talvez o mundo poderia ter sido melhor sem esse aborto de idéias. Sinto muito a todos os que esperavam uma postagem magnífica sobre o livro fantástico do Talese, acredite, no entanto, que vale muito mais a pena ler a obra e, assim, tirar suas próprias conclusões.




Diane Webber em uma das escassas publicações do tempo em que sua avó transava.

Hugh Heffner, o mito, o homem, o Playboy - no bom sentido da palavra(?).
Gay Talese, que mostra no livro que de Gay só tem o nome.